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Bolton chega a Israel para reunião com autoridades do país e da Rússia

22/06/2019 13h14

Jerusalém, 22 jun (EFE).- John Bolton, assessor de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou neste sábado a Israel, onde na próxima semana está prevista uma reunião tripartida de segurança regional com altos funcionários russos.

Bolton chega ao país em meio ao aumento de tensão regional no estreito de Ormuz, depois que Trump suspendeu no último momento um ataque contra o Irã pelo abatimento de um drone americano na quinta-feira.

Já o titular do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, estará em Israel entre segunda-feira e terça-feira para participar da reunião com Bolton e com seu colega israelense, Meir Ben-Shabat.

O encontro foi planejado diante do aumento das tensões com o Irã após a saída dos EUA do acordo nuclear com Teerã e o endurecimento das sanções ao país, e os atritos pelo recente ataque a dois navios no Golfo Pérsico, situação agravada na quinta-feira pelo incidente do drone.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou nesta semana a reunião de "histórica e sem precedentes" e declarou que o objetivo era "garantir a estabilidade no Oriente Médio em tempos turbulentos".

"O importante desta reunião trilateral, de duas superpotências no Estado de Israel, é que testemunha em grande medida a posição internacional do país entre as nações", avaliou o líder israelense.

A crescente influência do Irã na região, o que Israel considera uma ameaça existencial, e os confrontos entre Washington e Teerã, marcarão este encontro, no qual Moscou assegura que terá em consideração os interesses iranianos.

A Rússia apoiou no conflito na Síria o regime de Bashar al-Assad, também respaldado pelo Irã, que aumentou sua presença no país vizinho, diante do que Israel atacou pontualmente suas posições em território sírio.

Israel e EUA colocariam na reunião tripartida oferecer incentivos à Rússia para conter a influência iraniana na região, afirmou a rádio pública israelense "Kan".

Trump disse nesta sexta-feira, horas depois de cancelar o ataque contra o Irã, que não tem "pressa" por resolver as crescentes tensões no Golfo Pérsico e defendeu as sanções americanas ao setor petroleiro iraniano, vital para a economia do país, que reforçou nos dois últimos meses.

Boloón foi um dos que pressionaram para realizar o ataque, enquanto representantes do Pentágono alertaram sobre as repercussões de tal operação. EFE

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