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Policial acusado de asfixiar afro-americano Eric Garner não será denunciado

17/07/2019 01h01

Nova York, 16 jul (EFE).- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou na terça-feira que não indiciará um policial de Nova York pela morte de Eric Garner, um homem negro desarmado que alertou não estar respirando quando era rendido, o que causou indignação entre familiares e a comunidade negra.

As imagens em que Garner é mostrado dizendo repetidamente: "não consigo respirar" quando era rendido por vários agentes - um dos quais supostamente o estrangulou - foram transmitidas em muitas ocasiões pelas redes de televisão nos Estados Unidos.

No entanto, o Departamento de Justiça concluiu sua investigação de cinco anos na terça-feira e decidiu não prosseguir com acusações criminais ou civis contra o policial de Nova York, Daniel Pantaleo, que é visto no vídeo com o braço ao redor do pescoço de Garner.

O procurador-geral William Barr tomou a decisão final de não indiciar Pantaleo, optando por seguir as recomendações dos promotores de Brooklyn.

A decisão de não apresentar acusação chega um dia antes do quinto aniversário da morte de Garner, que também era o prazo para apresentar as acusações.

Garner, de 43 anos, que era asmático, estava sendo preso por supostamente vender cigarros soltos e sem pagar impostos. Sua morte, no dia 17 de julho de 2014, provocou indignação e protestos em todo os EUA, sobretudo entre a comunidade afro-americana.

A frase "não consigo respirar", que ele disse 11 vezes durante sua prisão, tornou-se um grito de guerra pela reforma da polícia.

Garner faleceu por causa de asfixia, segundo determinou a autópsia, que considerou o que aconteceu um homicídio, embora outro relatório médico da polícia concluiu que não houve estrangulamento.

O advogado de Pantaleo, Stuart London, disse que a decisão de não apresentar as acusações confirmou que o agente não violou os direitos civis de Garner.

Pantaleo seguiu trabalhando para o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD, sigla em inglês), embora relegado a tarefas administrativas, enquanto aguarda a resolução do caso.

A polícia adiou por um longo período o início do procedimento interno contra o agente, alegando que ele estava aguardando os resultados de uma investigação federal.

Pantaleo sempre negou sua responsabilidade, argumentando que não usava chave de estrangulamento, mas sim uma técnica de imobilização aprovada pela polícia.

A cidade de Nova York concordou em pagar US$ 5,9 milhões para os parentes da vítima para encerrar o processo que tinham apresentado. EFE