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EUA pedem liberdade para ex-presidente colombiano Álvaro Uribe

15/08/2020 00h43

Washington, 14 ago (EFE).- O vice-presidente de Estados Unidos, Mike Pence, pediu nesta sexta-feira a libertação do ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe, que está sob prisão domiciliar desde a semana passada, e o classificou como "herói".

"Respeitamos as instituições colombianas e sua independência, mas, com o ex-presidente Álvaro Uribe sob prisão domiciliar, nos unimos a todos os que amam a liberdade em todo o mundo para pedir que permitam que este herói, que recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade dos EUA, se defenda como um homem livre", argumentou.

Pence se manifestou no Twitter após conversar com o atual presidente colombiano, Iván Duque, que integra o mesmo partido de Uribe, o direitista Centro Democrático.

"Falei hoje com um grande aliado, o presidente Iván Duque, da Colômbia. O presidente Donald Trump e eu agradecemos por nossa aliança pela liberdade no hemisfério e nossos esforços conjuntos para combater o tráfico de drogas", afirmou.

A Suprema Corte da Colômbia ordenou no dia 4 de agosto a prisão domiciliar de Uribe por suposta fraude processual e suborno de testemunhas.

Na quarta-feira, o próprio Uribe relatou que foi listado como prisioneiro número 1.087.985 e insistiu que foram as extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que "compraram" testemunhas contra ele.

O caso começou em 2012, quando Uribe processou por suposta manipulação de testemunhas o senador de esquerdista Iván Cepeda, que preparava no Congresso uma queixa contra ele por vínculos com paramilitares.

Mas o processo tomou um rumo inesperado quando a Suprema Corte arquivou o caso, abrindo ao mesmo tempo uma investigação contra o ex-mandatário por manipulação de testemunhas contra Cepeda.

Uribe, que governou a Colômbia entre 2002 e 2010, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade dos EUA em 2009, concedida pelo então presidente americano, George W. Bush.

A Colômbia tem sido há décadas o principal aliado dos EUA na América Latina, uma associação que hoje prevalece com Trump e Duque nas tentativas de derrubar o governo de Nicolás Maduro na Venezuela.