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Conteúdo publicado há
2 meses

Xi Jinping viajou ao Tibete em 1ª visita de um presidente chinês em 31 anos

23/07/2021 16h37

Pequim, 23 jul (EFE).- O presidente da China, Xi Jinping, visitou o Tibete nos últimos dois dias em viagem oficial, a primeira realizada por um chefe de Estado chinês à região desde 1990, informou nesta sexta-feira a agência oficial "Xinhua".

Segundo a imprensa estatal chinesa, que não tinha informado sobre a viagem até hoje, o mandatário iniciou na quarta-feira a visita à região autônoma começando por Nyingchi, cidade na fronteira com a Índia, e depois Lhasa, a capital regional.

De acordo com o jornal "South China Morning Post", de Hong Kong, a viagem ocorreu devido à comemoração do septuagésimo aniversário do que Pequim conhece como a "libertação pacífica do Tibete" quando, após a entrada das tropas comunistas, foi assinado o "Acordo de 17 pontos", com o qual a região passou a fazer parte da República Popular da China em 23 de maio de 2951.

Xi já havia visitado o Tibete em viagem oficial, em 2011, quando ainda era vice-presidente, para a comemoração do sexagésimo aniversário.

Fontes citadas pelo jornal de Hong Kong detalharam que a viagem de Xi está focada "na melhora da estabilidade e no aumento do desenvolvimento".

As infraestruturas também fizeram parte da viagem, como evidenciado pelo fato de o líder chinês ter viajado entre Nynghi e Lhasa no trem que liga as duas cidades, a primeira linha ferroviária eletrificada do Tibete, que entrou em funcionamento em junho.

Xi também enfatizou, segundo a imprensa estatal, a importância da conservação ambiental, outro dos principais temas da sua visita.

Em Lhasa, o presidente visitou o Mosteiro Drepung e o Palácio de Potala, assim como uma rua comercial na capital tibetana, onde conversou com os residentes locais, segundo a Xinhua.

A última viagem oficial de um presidente chinês ao Tibete - que tem registrado protestos esporádicos nas últimas décadas e tem sido também cenário de tensões fronteiriças com a vizinha Índia neste ano - foi feita por Jiang Zemin, em 1990. EFE

jt/vnm