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Oposição destaca na ONU que Venezuela ainda está em crise

21/09/2021 02h51

Caracas, 20 set (EFE).- O opositor Miguel Pizarro, nomeado por Juan Guaidó como comissário da Venezuela nas Nações Unidas, iniciou nesta segunda-feira uma campanha na qual reiterou durante a Assembleia Geral da organização, que seu país continua em crise, apesar das conversas entre o governo de Nicolás Maduro e adversário políticos.

"A pandemia da Covid-19 chegou ao país, aprofundando a grave realidade que estava sendo vivida como resultado da complexa emergência humanitária e da sistemática violação dos direitos humanos pelo regime", escreveu Pizarro no Twitter, em mensagem que depois figurou em um comunicado oficial da oposição.

"A complexa emergência humanitária causada por Nicolás Maduro afeta 7 milhões de pessoas", completou o opositor, em referência ao presidente, que discursará na Assembleia Geral da ONU na próxima quarta.

Pizarro também abordou temas como a emigração de venezuelanos, em uma realidade que, segundo ele, só é menos impactante que a da Síria, e insegurança alimentar. O opositor destacou que o problema se agravou nos últimos anos devido ao baixo poder aquisitivo dos venezuelanos e que a situação significa que um em cada pessoas do país está precisando de assistência alimentar no momento.

Com relação à pandemia da Covid-19, o representante da oposição afirmou que o sistema de saúde do país vai continuar piorando e detalhou problemas enfrentados pela população.

"Os pacientes sofrem diariamente com a falta de tratamentos e medicamentos, enquanto o pessoal de saúde trabalha no limite e arrisca suas vidas em hospitais que não têm o mínimo de suprimentos para o atendimento", criticou Pizarro, que fez denúncias também em relação à campanha de vacinação contra o coronavírus.

"Até agora, a Venezuela, um país de 30 milhões de pessoas, recebeu apenas 3,2 milhões de vacinas contra a Covid-19. Desse montante, apenas 40% das imunizações são conhecidas, consequência da opacidade com que o regime Maduro aplica as doses e da ausência de um plano de vacinação pública que responda a critérios científicos", disse.