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Conteúdo publicado há
1 mês

Portugal entra em estado de calamidade por causa da covid-19

01/12/2021 16h04

Lisboa, 1 dez (EFE).- Portugal entrou nesta quarta-feira em estado de calamidade, o que implica em maiores controles de fronteira e nos aeroportos, exigência de testes negativos de covid-19 para entrar em estabelecimentos noturnos, entre outras medidas.

Hoje, as autoridades de saúde do país informaram a detecção de 14 casos da variante ômicron do novo coronavírus, o que faz do país o segundo da Europa com maior número de registros da cepa identificada na semana passada na África do Sul.

A suspeita de um novo positivo para um novo positivo da variante, em um hospital localizado no sul de Lisboa, fez com que fosse determinada a interdição, por 24 dias, do serviço de pediatria da unidade, além do isolamento de 28 funcionários e alguns pacientes.

A quarta-feira também está sendo marcada na capital portuguesa por longas filas no principal centro de vacinação do país, instalado no Parque das Nações, que tem capacidade para mais de 6 mil pessoas por dia.

O estado de calamidade que entrou em vigor hoje está abaixo apenas do estado de emergência, que foi utilizado, por exemplo, para decretar confinamentos. A medida ficará em vigor, pelo menos, até 20 de março.

A partir de hoje, os certificados digitais e vacinação serão constantes no cotidiano da população lusa, sendo obrigatória a apresentação para acesso à restaurantes - exceto os de varanda e terraços -, pontos turísticos, eventos com assento marcado, academias, cassinos, bingos, entre outros.

Para locais como boates e outros pontos de entretenimento noturno, será preciso apresentar o comprovante de vacinação, além de teste negativo de covid-19.

Portugal também reforçou os controles de fronteira e, até 9 de janeiro, será obrigatória a apresentação do certificado de vacinação e um teste negativo para entrar no país por via aérea.

Desde o início da pandemia, as autoridades portuguesas indicaram a notificação de 1.147.249 de casos de infecção pelo novo coronavírus e 18.441 mortes. EFE