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Novas restrições geram escassez de testes gratuitos em Portugal

03/12/2021 22h08

Lisboa, 3 dez (EFE).- Dois dias após Portugal acionar o estado de calamidade, com o qual o governo exige testes negativos de coronavírus de quem quiser entrar no país, em bares, boates e grandes eventos esportivos, as farmácias já não dão mais conta da demanda para a realização dos testes.

Os portugueses podem fazer quatro testes de antígeno gratuitos por mês, financiados pelo Estado, em quase 800 farmácias e laboratórios em todo o país, que registraram um forte aumento da procura nesta semana devido às novas restrições.

Em Lisboa, a situação se complicou com o clássico de futebol entre Benfica e Sporting, que se enfrentarão nesta sexta-feira no Estádio da Luz, que pode receber até 60 mil pessoas, levando a um interesse crescente nestes testes.

Como a Agência Efe pôde verificar, em dez minutos, até três pessoas entraram em uma farmácia na praça do Rossio, no centro de Lisboa, para ver se era possível agendar um teste. A resposta foi negativa, pois não havia datas disponíveis até terça-feira, um fenômeno que se repete em diferentes farmácias.

As pessoas que tinham agendamento para esta sexta-feira tinham marcado a data dois dias antes. Em Lisboa, várias farmácias e laboratórios abriram cabines na rua para realizar os testes, e as filas de espera são contínuas.

A ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, reconheceu nesta sexta-feira em declarações à imprensa local que é possível que haja algum "estrangulamento" no fornecimento de testes, uma situação que ela garantiu que será resolvida "ao longo dos dias".

Segundo os números publicados pelo "Jornal de Notícias", 35% dos municípios em Portugal não têm de farmácias com testes gratuitos.

Portugal, que tem uma taxa de incidência de 374 casos de covid-19 a cada 100.000 habitantes, está atualmente na quinta onda da pandemia.

Em 1º de dezembro, o país entrou no estado de calamidade e exige testes negativos, mesmo para pessoas vacinadas, para a vida noturna, visitas a hospitais, locais esportivos e grandes eventos. EFE