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Incêndios florestais obrigam milhares a deixar casas em Israel; ministro culpa incêndio criminoso

Israelenses passam por incêndio na cidade de Haifa, no norte de Israel - Jack Guez/AFP
Israelenses passam por incêndio na cidade de Haifa, no norte de Israel Imagem: Jack Guez/AFP

Em Haifa

24/11/2016 12h18

 Dezenas de milhares de moradores foram obrigados a deixar nesta quinta-feira a terceira maior cidade de Israel à medida que incêndios florestais se alastraram por Haifa e ameaçavam outras áreas, incluindo a Cisjordânia ocupada por Israel, impulsionados pelas condições secas incomuns, e vento do leste.

Um ministro sênior do governo de Israel disse acreditar que muitas das chamas foram acesas deliberadamente, mas a polícia disse não ter evidências comprobatórias neste momento de que foi um incêndio criminoso. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, atribuiu os incêndios a causas "naturais e não naturais" na quarta-feira.

Imagens da TV mostravam uma parede de chamas devastando bairros centrais de Haifa, uma cidade com cerca de 300 mil habitantes no norte do país, incluindo próximo a um posto de gasolina onde bombeiros tentavam extinguir o fogo rapidamente.

"Quase 50% dos incêndios são aparentemente criminosos", disse o ministro da Segurança Interna, Gilard Erdan, à rádio Army. O ministro da Educação e líder de um partido da extrema-direita, Naftali Bennett, sugeriu que os autores podem não ser judeus.

O governo recebeu ofertas de ajuda da Grécia, Chipre, Croácia, Turquia e Rússia para combater os incêndios para evitar que as chamas em diversos locais se espalhem para quase metade do país. Esquadrões aéreos jogavam materiais para retardar o incêndio e tentar amenizar as chamas maiores.

Escolas e universidades estavam sendo esvaziadas e duas prisões próximas se preparavam para transferir detentos para outras prisões, disse um porta-voz do serviço prisional. Pacientes foram transferidos de um hospital para idosos.