Erdogan e Putin debatem Síria em meio a ofensiva sobre cidade controlado pelo Estado Islâmico

Por Humeyra Pamuk e Orhan Coskun

ISTAMBUL/ANCARA (Reuters) - O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, debateu um ataque contra tropas de seu país presentes na Síria com seu colega russo, Vladimir Putin, nesta sexta-feira enquanto rebeldes apoiados por Ancara realizavam uma ofensiva para tomar a cidade síria de Al-Bab do Estado Islâmico.

Os militares turcos disseram que se acredita que o ataque aéreo de quinta-feira, que matou três de seus soldados, foi realizado pela Força Aérea síria, o que marcaria a primeira ocasião em que soldados da Turquia morreram pelas mãos de forças do governo de Damasco.

A Rússia é a principal apoiadora militar do presidente sírio, Bashar al-Assad, enquanto a Turquia auxilia os rebeldes que lutam para depô-lo.

Erdogan disse a Putin que sua nação respeita a integridade territorial da Síria e que sua incursão militar, lançada em agosto para repelir o Estado Islâmico da fronteira, mostrou sua determinação para combater grupos militantes, disseram fontes da presidência turca.

O Kremlin disse que a discussão sobre a Síria foi construtiva e que os dois lados concordaram em manter um diálogo ativo para coordenar esforços contra o terrorismo internacional.

    Segundo fontes turcas, os dois líderes também acertaram tentar resolver a crise humanitária em Aleppo, onde um cerco do governo ao leste dominado pelos rebeldes, agravado pelos ataques aéreos frequentes e renovados a hospitais na última semana, deixaram os moradores desesperadamente carentes de remédios, alimentos e combustível.

    Os rebeldes no leste de Aleppo aceitaram um plano da Organização das Nações Unidas (ONU) para a entrega de ajuda e a retirada de doentes, mas a ONU ainda aguarda a luz verde da Rússia e do governo sírio, informou a ONU na quinta-feira.

A morte de tropas turcas também na quinta-feira – o primeiro aniversário da derrubada de um avião russo sobre a Síria, levada a cabo pela Turquia – despertou temores de uma escalada em um campo de batalha já complexo.

    Ancara e Moscou só reataram os laços, que foram prejudicados pelo incidente aéreo, em agosto.

Eles continuam a buscar objetivos conflitantes na Síria, embora ultimamente a Turquia venha se mostrando menos abertamente crítica a Assad do que no passado.

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