Após calote em títulos vendidos por plataforma online, banco chinês diz que documentos são falsos

PEQUIM (Reuters) - O destino de títulos corporativos chineses avaliados em 45 milhões de dólares e vendidos através de uma plataforma online de administração de recursos amparada pelo Alibaba tornou-se incerto nesta segunda-feira, após um banco ter dito que as cartas de garantia dos títulos eram falsificadas.

O China Guangfa Bank (CGB) disse que os documentos de garantia, selos oficiais e de representantes apresentados pela seguradora dos título "são todos falsos" e que relatou o problema à polícia.

A disputa evidencia os desafios do pouco regulamentado setor de finanças online da China, em que os investidores de varejo frequentemente compram títulos de alta rentabilidade e outros ativos, esperando que fossem "livres de riscos" devido à garantias fornecidas por várias partes.

No centro da mais recente disputa estão 312 milhões de iuanes (equivalentes a 45 milhões de dólares) em títulos de alta rentabilidade emitidos pela fabricante de smartphones chinesa Cosun Group, que ficou inadimplente este mês.

Os títulos foram vendidos através da Zhao Cai Bao, uma plataforma online administrada pela Ant Financial Services Group, a unidade de pagamentos da varejista online Alibaba Group Holding.

A Ant Financial solicitou que a Zheshang Property and Casualty Insurance, que assegurou os títulos, pagassem os investidores. No domingo, a Zheshang Insurance divulgou dois documentos em seu site que disse serem do CGB, carregando os selos oficiais do banco, e que isso garantia as políticas de seguro da Zheshang para os títulos da Cosun.

As cartas foram emitidas pela filial do CGB na cidade de Huizhou, na China, em dezembro de 2014, quando os títulos da Cosun foram vendidos, disse a Zheshang Insurance. Na segunda-feira, o CGB disse que os documentos eram falsos e que havia relatado o incidente à polícia como "suspeita de fraude financeira".

A Zheshang Insurance disse no fim da segunda-feira que estava ciente da declaração do CBG e que também havia relatado o incidente à polícia.

(Por Shu Zhang e Matthew Miller; reportagem adicional de Lusha Zhang)

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