COI promete mudar processo de escolha de sede olímpica após desistência de Budapeste

BERLIM (Reuters) - O Comitê Olímpico Internacional (COI) prometeu nesta sexta-feira que fará mudanças no processo de escolha de sedes depois de Budapeste desistir da disputa para abrigar a Olimpíada de 2024 e deixar só dois candidatos no páreo.

A capital da Hungria jogou a toalha depois que 200 mil assinaturas contrárias a seu projeto foram coletadas. Agora Paris e Los Angeles serão as únicas cidades competindo na votação do COI, que acontece em setembro.

"É decepcionante que esta decisão (de Budapeste) tenha tido que ser tomada – o comitê da candidatura havia apresentado um projeto excelente, que incorporou as reformas contidas na Agenda Olímpica 2020", disse o porta-voz do COI, Mark Adams.

"Ela também demonstrou que cidades menores e países menores podem sediar os Jogos Olímpicos de uma maneira factível e sustentável."

A Agenda 2020 é um conjunto de 40 reformas votadas em 2014 para tornar o evento mais atraente para cidades-sede em potencial, reduzindo o tamanho e os gastos e ainda sua complexidade.

Críticos disseram que até agora a Agenda 2020 não mostrou a que veio, dado que oito cidades desistiram das campanhas de 2022 e 2024.

Roma, Hamburgo, Boston e Budapeste retiraram suas candidaturas para os Jogos de 2024, e Oslo, Estocolmo, Cracóvia e Lviv, na Ucrânia, desistiram de disputar a sede da Olimpíada de Inverno de 2022 dois anos atrás.

O COI disse que, se não fosse pelas alterações da Agenda 2020, nenhuma cidade estaria se candidatando aos Jogos agora.

"No tocante ao processo de candidatura como tal, a situação política e nosso mundo frágil exigem que façamos ajustes a este respeito, já que o procedimento atual resulta em perdedores demais", afirmou Adams.

Entre as mudanças sugeridas estão confirmar Paris e Los Angeles como anfitriãs das duas próximas Olimpíadas, concedendo dois Jogos na votação de setembro para dar estabilidade ao COI ao longo de um período maior de tempo.

Alguns membros da entidade manifestaram sua oposição a tal medida por ela implicar um risco financeiro e político maior, já que os Jogos de 2028 seriam concedidos com 11 anos de antecedência.

(Por Karolos Grohmann)

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