Embaixadora dos EUA na ONU pede fim de fornecimento de armas a Mianmar por perseguição à minoria rohingya

Por Michelle Nichols e Simon Daniel Lewis

NAÇÕES UNIDAS/YANGON (Reuters) - A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas, Nikki Haley, pediu nesta quinta-feira para países suspenderem fornecimento de armas para Mianmar por conta de violência contra muçulmanos rohingya até que os militares coloquem em vigor medidas suficientes de responsabilização.

Foi a primeira vez que os EUA pediram punição de líderes militares por trás da repressão, mas não chegaram a ameaçar reimpor sanções norte-americanas que foram suspensas durante o governo Obama.

“Nós não podemos ter medo de chamar as ações de autoridades birmanesas do que elas aparentam ser --uma brutal, contínua campanha para limpar o país de uma minoria étnica”, disse Haley ao Conselho de Segurança da ONU, na primeira vez que Washington ecoou a acusação da ONU de que o deslocamento de centenas de milhares de pessoas no Estado de Rakhine é uma limpeza étnica.

Mianmar rejeita as acusações e denunciou abusos de direitos.

“Os militares birmaneses devem respeitar direitos humanos e liberdades fundamentais. Aqueles que foram acusados de cometer abusos devem ser removidos de responsabilidade de comando imediatamente e processados por atos irregulares”, disse Haley.

“E qualquer país que está atualmente fornecendo armas para os militares birmaneses deve suspender estas atividades até que medidas suficientes de responsabilização estejam em vigor”, acrescentou.

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