Exercícios de bombardeiros dos EUA irritam Coreia do Norte antes de visita de Trump à Ásia

Soyoung Kim e Phil Stewart

Em Seul e Washington

  • Força Aérea dos EUA via AFP

    30.jul.2017 - Imagem de arquivo divulgada pela força aérea americana mostra avião militar participando de missão que saiu da base de Guam

    30.jul.2017 - Imagem de arquivo divulgada pela força aérea americana mostra avião militar participando de missão que saiu da base de Guam

Dois bombardeiros estratégicos dos Estados Unidos realizaram exercícios sobre a Coreia do Sul, informou a Força Aérea dos EUA, aumentando a tensão com a Coreia do Norte poucos dias antes de o presidente norte-americano, Donald Trump, visitar a região com a meta de acabar com o programa nuclear de Pyongyang.

A notícia sobre as manobras de quinta-feira foi dada nesta sexta-feira primeiramente pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA, que disse que os exercícios envolvendo caças sul-coreanos e japoneses foram "um exercício de ataque nuclear surpresa".

"A realidade mostra claramente que os imperialistas dos EUA, semelhantes a gângsteres, são aqueles que estão agravando a situação na Península Coreana e tentando desencadear uma guerra nuclear", disse a KCNA.

Trump chega à Ásia no domingo, iniciando sua primeira viagem pela região com um encontro com o presidente no Japão e seguindo depois para Coreia do Sul, China, Vietnã e Filipinas.

Uma série de testes de mísseis de Pyongyang e seu sexto e maior teste nuclear, realizados em desafio ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), têm sido o maior desafio internacional da Presidência de Trump.

A China, pressionada pelos EUA para conter sua aliada, enfatizou nesta sexta-feira que vem aplicando resoluções da ONU e reiterou sua oposição ao uso da força.

"No longo prazo, a China vem fazendo esforços incansáveis para resolver apropriadamente a questão nuclear da península e estimular o diálogo e a negociação entre todas as partes", disse o vice-ministro das Relações Exteriores chinês, Zheng Zeguang, aos repórteres em um boletim em Pequim.

"Pode-se dizer que fizemos nosso maior esforço".

O objetivo da visita de Trump será aumentar o apoio internacional aos esforços para privar a Coreia do Norte de recursos como trunfo para coagi-la a desistir de ter armas nucleares, disseram autoridades dos EUA.

"O presidente reconhece que estamos ficando sem tempo (para lidar com a Coreia do Norte) e pedirá a todas as nações que façam mais", disse o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, H.R. McMaster, aos repórteres em Washington.

McMaster disse que Trump, que já aprovou uma variedade de sanções contra Pyongyang ao mesmo tempo em que pressiona a China a agir mais, está iniciando sua iniciativa para levar os norte-coreanos a abrirem mão de armas nucleares -- ele alertou que irá "destruir totalmente" a Coreia do Norte se esta ameaçar seu país.

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