Tentativa de resgate de polonês e francesa em montanha no Paquistão irá começar no sábado

Por Saad Sayeed e Marcin Goettig

ISLAMABAD/VARSÓVIA (Reuters) - Esforços para resgatar um polonês e uma francesa presos em um traiçoeiro pico no norte do Paquistão conhecido por alpinistas como “Montanha Assassina” devem começar no sábado, disseram autoridades.

Tomasz Mackiewicz, da Polônia, e Elisabeth Revol, da França, tentavam escalar a montanha de 8.126 metros Nanga Parbat, na cadeia montanhosa dos Himalaias no Paquistão.

Quatro membros de uma equipe de alpinistas poloneses tentando alcançar pela primeira vez no inverno o cume da K2, segunda montanha mais alta do mundo, irão auxiliar a operação de resgate após um helicóptero do Exército paquistanês buscá-los no acampamento base e levá-los a Nanga Parbat.

“Eles serão levados da K2 para Nanga Parbat e então a operação irá começar”, disse Ashgar Porik, da Jasmine Tours, nesta sexta-feira à Reuters.

Mackiewicz e Revol ficaram presos na marca de 7.400 metros, de onde usaram um telefone por satélite para pedir ajuda, disse o porta-voz do Clube de Alpinismo do Paquistão, Karrar Haidri, à Reuters.

“Nós não temos contato com Tomasz”, disse Janusz Majer, que ajudou a preparar a equipe de expedição polonesa atualmente escalando a K2, acrescentando que mensagens enviadas por Revol diziam que Mackiewicz estava sofrendo de cegueira pela neve e congelamento.

“Nós não sabemos em que condição ele está. Ele se escondeu em uma fenda para se proteger dos ventos. Tomasz no passado passou algumas noites acima de 7 mil metros, mas com todos os equipamentos necessários... Agora ele não possui tenda”, disse Majer.

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