Japão mata mais de 300 baleias em expedição anual de caça à Antártida

O saldo da última expedição do Japão à Antártida é catastrófico: 333 baleias da espécie Minke foram abatidas.

Os dados constam do balanço oficial enviado pelas autoridades japonesas à Comissão Baleeira Internacional, divulgado nesta quinta-feira (31). Tóquio alega que as expedições, que realiza anualmente, têm fins científicos. Já os ambientalistas as consideram "assustadoras e desnecessárias".

O Japão matou 122 baleias Minke que estavam grávidas durante sua expedição anual de caça, que Tóquio afirma ter fins científicos. Segundo o relatório japonês, dezenas das baleias mortas eram imaturas.

Para a organização ambientalista Human Society International, o relatório apresenta "estatísticas chocantes e uma triste situação sobre a crueldade da caça japonesa das baleias".

"É mais uma demonstração, como se fosse necessário, da verdadeira natureza das operações baleeiras, espantosas e desnecessárias, especialmente quando se demonstrou que estudos não letais são suficientes para as necessidades científicas", afirmou Alexia Wellbelove, diretora da organização.

Fins científicos

O Japão assinou a moratória sobre a caça da Comissão Baleeira Internacional em 2014, mas se ampara em uma cláusula que autoriza a caça de cetáceos com fins científicos.

O consumo da carne de baleia tem uma longa e polêmica história no Japão, onde os cetáceos são objetos de caça há muito tempo. A indústria baleeira se desenvolveu após a Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de fornecer proteínas animais aos habitantes do país. A demanda dos consumidores japoneses, no entanto, diminuiu nos últimos anos.

(Com informações da AFP)

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