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Serviço de emergência dos EUA coordena reunificação de famílias separadas na fronteira

Departamento de Proteção de Fronteiras dos EUA
Imagem: Departamento de Proteção de Fronteiras dos EUA

23/06/2018 15h48

O Departamento de Saúde dos Estados Unidos criou uma "célula especializada no reagrupamento de crianças não acompanhadas", um primeiro passo para resolver o quebra-cabeça das famílias de imigrantes separadas na fronteira com o México.

Segundo o site Político, a célula foi confiada a uma autoridade das situações de emergência, sinal da profundidade de um trabalho normalmente designado ao departamento de Relocação de Refugiados.

"O secretário Alex Azar mobiliza todos os recursos competentes do departamento para ajudar a reagrupar ou relocar crianças ou adolescentes estrangeiros desacompanhados na residência de um familiar ou alguém que os abrigue", disse na noite de sexta-feira (22) ao site a porta-voz do departamento, Evelyn Stauffer. Procurado neste sábado (23) pela AFP, o departamento não respondeu à consulta.

Protestos mundiais

Em função da política de "tolerância zero" implementada pelo governo Trump no começo de maio, mais de 2,3 mil crianças e adolescentes estrangeiros foram separados de seus pais na fronteira com o México. A situação gerou protestos em todo o mundo, incluindo da ONU, e também nas fileiras do próprio Partido Republicano, que governa os Estados Unidos.

Apesar do decreto presidencial que pôs fim esta semana às separações indiscriminadas na fronteira, reina a confusão. Embora alguns pais sem documentos tenham podido voltar a se reunir com seus filhos, o governo não divulgou cifras a respeito.

Abrigos em bases

A Marinha americana planeja, por sua vez, construir campos em bases aéreas abandonadas para reunir dezenas de milhares de imigrantes que deverão chegar nos próximos meses, segundo um documento interno divulgado na sexta-feira pela revista "Time".

Legisladores democratas continuavam neste sábado pressionando o governo com visitas a centros de detenção que abrigam jovens imigrantes, segundo a rede CNN, enquanto se previa a realização de manifestações no estado da Califórnia.