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Cerca de cem militares e policiais venezuelanos desertam e vão para a Colômbia

24/02/2019 16h32

Um pouco mais de cem membros das forças armadas e de segurança da Venezuela desertaram desde sábado (23) e foram para a Colômbia, segundo informações do serviço de migrações colombiano. O movimento de dispersão acontece em meio ao conflito em torno da entrada da ajuda humanitária no país em crise, bloqueada pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Um pouco mais de cem membros das forças armadas e de segurança da Venezuela desertaram desde sábado (23) e foram para a Colômbia, segundo informações do ...

“Até agora, o serviço de migrações da Colômbia recebeu um pouco mais de cem membros das forças armadas da Venezuela, que saíram de seu país para fugir da ditadura de Nicolás Maduro”, disse o órgão neste domingo (24) em um comunicado. Os militares e policiais foram em sua maioria para o departamento Norte de Santander, na fronteira do estado venezuelano de Tachira.

Juan Guaidó, presidente interino autoproclamado e apoiado por diversos chefes de Estado, prometeu anistia aos membros das forças de segurança que rompessem com o governo de Maduro. As primeiras deserções ocorreram no sábado pela manhã. Maduro, acusado por seus adversários de fraudar a eleição à presidência, ainda tem o apoio do Exército, um dos pilares do poder no país.

Críticas à crise na Venezuela

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, fez um apelo neste domingo para que a “calma” seja estabelecida na Venezuela, pedindo a todos os atores sociais que reduzam as tensões e que façam de tudo para evitar uma situação ainda pior. Guterres ressalta a necessidade de não se render à violência e à força letal, não importa as circunstâncias. Ele também se disse “chocado e triste de saber que vários civis perderam a vida” no sábado, durante os confrontos com o Exército venezuelano.

A União Europeia também condenou neste domingo os atos de violência e o uso de "grupos armados" na Venezuela pelo governo de Nicolás Maduro para impedir a entrada de ajuda humanitária no país. "A recusa do regime em reconhecer a urgência humanitária conduz a uma escalada das tensões", lamentou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, em um comunicado em nome dos 28 membros do bloco. Mogherini também disse que a UE está pronta para aumentar sua ajuda humanitária e para o desenvolvimento na Venezuela, com a intenção de acabar com o sofrimento dos mais vulneráveis.

O governo brasileiro também criticou os ataques e chamou Maduro de “ditador”. Neste domingo, dois militares venezuelanos pediram asilo no Brasil. Outro que condenou a violência na Venezuela foi o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmando que os Estados Unidos partiriam para a ação. Pompeo também disse acreditar que os dias de Maduro no poder estão contados.