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Atleta bielorrussa embarca para Viena antes de seguir para a Polônia

04/08/2021 05h57

A atleta olímpica bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya deixou nesta quarta-feira (4) o Japão a bordo de um voo rumo a Viena, antes de seguir para a Polônia, que lhe concedeu um visto humanitário. A velocista, 24, pegaria um voo rumo a Varsóvia, mas mudou de destino no último momento, informou um funcionário do aeroporto. Sem dar declarações, ela embarcou no aeroporto de Narita, vinda da embaixada da Polônia, onde passou as últimas duas noites.

A atleta olímpica bielorrussa Krystsina Tsimanouskaya deixou nesta quarta-feira (4) o Japão a bordo de um voo rumo a Viena, antes de seguir para a Polônia, que lhe concedeu um visto humanitário. A velocista, 24, pegaria um voo rumo a Varsóvia, mas mudou de destino no último momento, informou um funcionário do aeroporto. Sem dar declarações, ela embarcou no aeroporto de Narita, vinda da embaixada da Polônia, onde passou as últimas duas noites.

Krystsina Tsimanouskaya disse temer por sua vida se voltar a Belarus, que sofre uma repressão contra dissidentes após as contestadas eleições do ano passado que mantiveram o poder nas mãos do homem forte do país, Alexander Lukashenko.

Ela foi uma das mais de 2.000 personalidades esportivas bielorrussas que assinaram uma carta aberta pedindo novas eleições e a libertação dos presos políticos.

Seu marido fugiu para a Ucrânia e o casal deverá se reunir na Polônia, um país crítico ao regime de Lukashenko.

Tsimanouskaya chegou à embaixada da Polônia na segunda-feira (2) após pernoitar em um hotel do aeroporto. Ela havia pedido ajuda para evitar o que denunciou como uma tentativa de sua delegação de obrigá-la a voltar ao seu país.

O primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, disse ter conversado com a "corajosa" Tsimanouskaya, que "atualmente está sendo cuidada e a salvo".

COI irá investigar equipe da Belarus

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que irá investigar a equipe da Belarus pelo incidente, enquanto ativistas pediram a suspensão do comitê olímpico do país e que seus atletas participem de competições como neutros.

A ONG Global Athlete declarou que "o suposto sequestro de Krystsina Tsimanouskaya é mais um exemplo do abuso alarmante dos atletas que ocorre em Belarus".

Lukashenko, no poder desde 1994, provocou revolta internacional em maio, ao enviar um avião-caça para interceptar um voo da companhia aérea Ryanair na rota entre a Grécia e a Lituânia para deter um dissidente que viajava a bordo.

O episódio olímpico ocorre enquanto a polícia da Ucrânia revelou que um ativista bielorrusso desaparecido, cuja ONG ajuda compatriotas a fugir de seu país, foi encontrado enforcado em um parque de Kiev.

A polícia ucraniana informou ter aberto uma investigação criminal e que não descarta que se trate de um "homicídio disfarçado de suicídio".

(Com informações da AFP)