Dono de jornal é assassinado em Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai

Celso Bejarano
Do UOL, em Campo Grande

  • Arte UOL

    Localização de Ponta Porã (MS), na fronteira

    Localização de Ponta Porã (MS), na fronteira

O dono do "Jornal da Praça" e um segurança morreram fuziladas na tarde desta quinta-feira (4) na avenida Brasil, principal via de Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul separada por uma rua de Pedro Juan Caballero, município paraguaio.

Luiz Henrique Georges, conhecido como Tolu, tinha comprado o jornal recentemente. Ele seguia pela avenida dirigindo uma caminhonete e era acompanhado por dois empregados seus, um identificado como Gordo Veras e Ananinas Duarte. Os tiros foram disparados pelos ocupantes de outra caminhonete que ficou emparelhada a do dono do jornal, uma Pajero.

Tolu e Gordo Veras morreram no local. Duarte foi levado para o hospital e sua situação é estável, de acordo com informações da polícia.

Em entrevista a imprensa local, Edmundo Tazza, editor-chefe do jornal, disse que hoje a reportagem de capa denunciava um dos candidatos à prefeitura da cidade, que possui cerca de 60 mil habitantes e fica a 346 km da capital Campo Grande. No entanto, Tazza, além de enxergar "coincidência" entre a morte e o material publicado, acha cedo para apontar supostos culpados pelo crime.

Tolu era sobrinho de Fahd George, que já foi conhecido como o "rei da fronteira". Fahd ou Fuad, como também é chamado, foi condenado pela Justiça Federal por lavagem de dinheiro, tráfico internacional de drogas e sonegação fiscal. Contudo, ele sumiu quando condenado e, por meio de recursos judiciais, teve a pena perdoada. Sua casa era a mais pomposa de Ponta Porã, uma réplica da residência de Elvis Presley. O imóvel hoje, por decisão judicial, virou quartel da Polícia Militar.

Em fevereiro deste ano, o editor do jornal, único diário da região, Paulo Rocaro, também morreu fuzilado na mesma avenida. No caso de Rocaro, a polícia ainda não tem pistas dos assassinos, que escaparam para o Paraguai. Há suspeitas de que o crime tenha ligação com as atividades jornalísticas da vítima.

Política

A disputa pela Prefeitura de Ponta Porã, onde não ocorre segundo turno por ter menos de 200 mil habitantes, é uma das mais acirradas do Estado. 

Na semana passada, pesquisa Ibope apontava empate entre os dois principais concorrentes: Hélio Peluffo, do PSDB, apareceu com 34%, mesmo percentual conquistado pelo seu principal adversário, Ludimar Novaes, do PPS. Álvaro Soares, do PR, ficou em terceiro, com 18%.

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