Manifestantes vão para CDP; advogados entram com pedido de habeas corpus

Marivaldo Carvalho
Do UOL, em São Paulo

Denunciados por formação de quadrilha, dano qualificado, resistência e desacato, os cinco manifestantes que foram presos em flagrante pela Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) na noite de terça-feira (30) serão encaminhados ainda nesta semana para o CDP (Centro de Detenção Provisória). Os advogados Luiz Guilherme Ferreira e Geraldo Santamaria Neto, que defendem os cinco presos, entraram nesta quarta-feira (31) com pedido de habeas corpus. 

Thiago Carvalho Frias, 31, Francisco de Campos Lopes, 20, Andresa Macedo dos Santos, 19, Nicolas Gomes de Deus, 20, e Bruno Torres Mendes Soares, 19, são acusados de depredar duas agências do banco Santander na avenida Rebouças e uma agência de carros da Chevrolet, em Pinheiros, na zona oeste, além de apedrejar uma viatura da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tropa de elite de Polícia Militar de São Paulo, na noite de terça-feira (30), enquanto participavam de uma manifestação contra o governador de São Paulo, que pedia "Fora, Alckmin". 

Protestos em São Paulo
Protestos em São Paulo

Para o delegado titular do 14º DP, Gilmar Contrera, os policiais relataram que os manifestantes são grupo do Black Bloc. "Apreendemos marreta, martelo e pedra. Já estão marcando mais uma manifestação para sexta-feira pelo Facebook. Estamos acompanhando", disse.

Dos 20 detidos na noite de ontem, apenas cinco estão presos. "Não foi possível identificar a conduta os outros 15", afirmou o delegado-titular.

As duas agências do Santander depredadas e pichadas já recebiam os reparos nesta quarta-feira. O pintor Jaime Bonilha, 49, que pintava e trocava os vidros nesta tarde, calculou em R$ 20 mil o serviço.

Manifestantes saem às ruas em protestos pelo Brasil
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