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AGU recupera R$ 792 milhões de quadrilha que agia em Mato Grosso

O ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro, o Comendador Arcanjo, em foto de 2006 - Marcos Bergamasco/Folhapress - 9.mai.2006
O ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro, o Comendador Arcanjo, em foto de 2006 Imagem: Marcos Bergamasco/Folhapress - 9.mai.2006

André Richter

Da Agência Brasil, em Brasília

31/10/2014 19h38

A AGU (Advocacia-Geral da União) conseguiu na Justiça Federal o bloqueio de R$ 792,3 milhões em bens pertencentes à quadrilha liderada por João Arcanjo Ribeiro, um ex-policial civil conhecido como Comendador Arcanjo. Na década passada, Arcanjo Ribeiro foi acusado de chefiar uma quadrilha que atuava no crime organizado no Mato Grosso, com envolvimento na exploração ilegal de jogos.

No caso específico da ação da AGU, ele é acusado de lavagem de dinheiro por meio de empresas de factoring no Uruguai. Descoberto pela Polícia Federal na Operação Arca de Noé, em 2002, o esquema consistia em empréstimos fraudulentos com instituições financeiras. Os valores eram remetidos ilegalmente de volta ao Brasil.

Para decretar a perdição dos bens, foi necessário um trabalho conjunto da AGU, da Receita Federal e do MPF (Ministério Público Federal), durante quatro meses. Entre os bens recuperados estão um hotel de luxo em Orlando, nos Estados Unidos, uma aeronave, uma rede de postos de gasolina em Cuiabá e 70 imóveis.

De acordo com a sentença da Justiça Federal em Mato Grosso, o patrimônio recuperado pela União deverá ser usado em gastos sociais e em projetos de segurança pública.