Topo

Com abertura da sessão em plenário, Dilma tem até 2ª para apresentar defesa

Cunha abriu a sessão de hoje de acordo com o número de 61 deputados que haviam registrado presença na Câmara, e não necessariamente estavam na sessão em plenário - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Cunha abriu a sessão de hoje de acordo com o número de 61 deputados que haviam registrado presença na Câmara, e não necessariamente estavam na sessão em plenário Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em Brasília

01/04/2016 10h20

Mesmo com a sessão esvaziada, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conseguiu abrir a sessão em plenário desta sexta-feira (1º). Esta é a penúltima sessão --do prazo de dez encontros-- que a presidente Dilma Rousseff possui para apresentar a sua tese no processo de impeachment que é analisado na Casa.

Cunha abriu a sessão de hoje de acordo com o número de 61 deputados que haviam registrado presença na Câmara, e não necessariamente estavam na sessão em plenário. Segundo a Mesa Diretora, quando não há votações podem ser consideradas as presenças dos parlamentares que estão no prédio da Câmara para iniciar os trabalhos.

Após a instalação da comissão especial do impeachment, o presidente da Câmara fez um acordo com partidos de oposição para acelerar o processo na Casa. O objetivo era garantir presença nas sessões todos os dias da semana. Normalmente, os trabalhos são realizados de terça a quinta-feira. É necessário um número mínimo de 51 deputados para garantir o quórum das sessões em plenário.

Com a abertura da sessão de hoje, o prazo para defesa de Dilma deve acabar na próxima segunda-feira (4). Uma sessão extraordinária com votações, que começa a partir das 18h, já está convocada para a data.

Depois disso, o relator da comissão, deputado Jovair Arantes (PDT-GO), terá até cinco sessões plenárias para fazer um parecer, que deverá ser votado pelo colegiado. A expectativa é de que Arantes adiante a entrega do relatório em dois dias. Assim, a comissão especial deve encerrar os trabalhos e votar o documento em meados de abril.