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Litoral de SP tem lixo acumulado nas ruas por dívidas de prefeituras

Por falta de coleta, lixo se acumulou nas ruas de Peruíbe e de ao menos outras duas cidades do litoral paulista - Reprodução
Por falta de coleta, lixo se acumulou nas ruas de Peruíbe e de ao menos outras duas cidades do litoral paulista Imagem: Reprodução

Em Cubatão (SP)

15/11/2016 16h48

Em pleno feriado prolongado, turistas que foram em busca das praias do litoral paulista e moradores se deparavam, nesta terça-feira (15), com montes de lixo nas ruas da região. Cubatão, Peruíbe e São Vicente, na Baixada Santista (SP), estão sem coleta desde a semana passada porque as prefeituras têm dívidas com as empresas responsáveis pelo serviço.

No total, seis municípios do litoral enfrentam problemas e têm juntos um débito que ultrapassa R$ 116 milhões. Em São Vicente, a dívida com a Terracom, empresa responsável pela coleta, é de R$ 9 milhões e ainda não há acordo oficial. O serviço foi suspenso na última quinta-feira (10) e há lixo acumulado até na faixa litorânea. A empresa alega falta de pagamento de R$ 6 milhões.

Em Cubatão, a coleta parou na sexta-feira (11). Na manhã desta terça-feira (15), dezenas de sacos de lixo foram espalhados pela avenida Nove de Abril, a mais importante da cidade. Motoristas e pedestres eram obrigados a desviar dos entulhos. A chuva arrastou parte deles para as bocas de lobo. O município deve aproximadamente R$ 16 milhões à Terracom e firmou um acordo com a empresa, que interrompeu a coleta porque as parcelas não foram pagas.

Em Peruíbe, a coleta de lixo também foi paralisada na sexta pela empresa Litucera, que também alegou falta de pagamento. O valor não foi informado. Os sacos de lixo encheram as caçambas coletoras e caíram nas calçadas, principalmente na região central e na orla da praia. Comerciantes, moradores e turistas reclamavam do mau cheiro.

No Guarujá, a coleta de lixo também foi suspensa mas a empresa foi obrigada a retomar o serviço após decisão judicial. O secretário de Comunicação, Tuca Fumagalli, disse que a suspensão do serviço foi arbitrária. "O contrato prevê um prazo de 90 dias para a suspensão do serviço em caso de não pagamento e isso não está sendo cumprido." Segundo ele, a escala de pagamento foi afetada pela queda na arrecadação. A prefeitura recorreu à Justiça para a retomada do serviço e aguarda julgamento.

No Guarujá, a coleta de lixo também chegou a ser interrompida na semana passada, mas foi retomada após uma decisão da Justiça, que obrigou a empresa a retomar o serviço. Apesar disso, os dias de paralisação provocaram um grande acúmulo e ainda há muita sujeira pela cidade, que deve mais de R$ 21 milhões à Terracom.

A dívida da prefeitura de Santos com a mesma Terracom é a maior da região, aproximadamente R$ 70 milhões. Uma negociação está em andamento e o serviço de coleta ainda não foi interrompido.