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Anderson Baltar


De olho no formato digital, sambas da Série A do RJ começam a ser gravados

Desfile da Unidos do Porto da Pedra pelo Grupo de Acesso do Carnaval do Rio - Ellan Lustosa/Código 19/Estadão Conteúdo
Desfile da Unidos do Porto da Pedra pelo Grupo de Acesso do Carnaval do Rio Imagem: Ellan Lustosa/Código 19/Estadão Conteúdo
Anderson Baltar

Anderson Baltar é jornalista, formado pela UFRJ e tem 42 anos. Com mais de 15 anos de experiência na mídia carnavalesca, foi assessor de imprensa da União da Ilha e Império Serrano, produtor de Carnaval da TV Globo e trabalhou em coberturas de desfiles nas rádios Manchete e Tupi. Desde 2011, é âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, web rádio com programação inteiramente voltada para o Carnaval. Em 2015, lançou o livro "As Primas Sapecas do Samba", ao lado dos também jornalistas Eugênio Leal e Vicente Dattoli.

26/08/2019 18h24

Na próxima quinta-feira (29), terão início as gravações dos sambas-enredos das escolas de samba da Série A, equivalente ao Grupo de Acesso do Carnaval carioca. Por mais uma vez, a produção será de Leonardo Bessa que, salvo pequenas interrupções, cuida do álbum anual há mais de 15 anos. A grande novidade para 2020 é que o foco da divulgação dos sambas será diferente. A prioridade será o uso das plataformas digitais e do YouTube.

Com lançamento previsto para novembro, a coletânea das escolas será apresentada no formato de pocket show no canal de YouTube da Som Livre, gravadora responsável pelo álbum, além de estar disponível em plataformas como Deezer e Spotify. O tradicional CD ainda será produzido, mas em quantidade menor. "As tendências do mercado chegaram ao samba-enredo e notamos que o seu consumo é cada vez maior no formato digital. Queremos atingir um público ainda maior com um produto renovado", explica Bessa.

A gravação será realizada em dois momentos: no primeiro, no estúdio da Companhia dos Técnicos, na zona sul do Rio, as bases dos sambas serão gravadas com as baterias. No segundo momento, nos estúdios da Som Livre, os shows serão registrados e as vozes dos intérpretes serão colocadas. "É uma nova concepção de gravação e, com ela, esperamos ter um resultado que mexa forte com a emoção do sambista", acredita o produtor, que, neste ano estará em dupla função, já que também é o intérprete da Renascer de Jacarepaguá.

As gravações se iniciarão com a Unidos do Porto da Pedra, que foi a primeira escola a definir o seu samba. Outras concorrentes, como a própria Renascer, optaram pela encomenda de sambas-enredos. A Imperatriz Leopoldinense, rebaixada do Grupo Especial, irá reeditar o seu clássico "Só dá Lalá", do carnaval campeão de 1981. Já escolas como Império da Tijuca, Império Serrano, Unidos de Padre Miguel e Acadêmicos do Cubango estão com suas disputas de samba em andamento. O prazo final para os sambas serem definidos é 8 de setembro. De acordo com o produtor, as gravações irão se estender até o final deste mês.