Empresa americana testa modelo de foguete 'reciclável'

  • Scott Audette/Reuters

A SpaceX pretende reutilizar a base do foguete Falcon, barateando o custo de lançamento para missões futuras

Um problema técnico não especificado fez a empresa aeroespacial americana Space X adiar para sexta-feira um voo de teste que poderá trazer uma revolução nas operações espaciais.
 
A empresa criou um modelo de foguete "reciclável", em que a parte propulsora da nave, batizada de Falcon 9, foi feita para retornar à terra de forma controlada - em vez de simplesmente descartada -, para ser reutilizada.
 
Caso isso se prove possível, há a promessa de uma redução considerável nos custos de lançamentos de foguetes - um dos grandes obstáculos em operacões espaciais.
 

Flutuante

 
A SpaceX não deu maiores informações sobre a natureza do problema técnico que causou o cancelamento do lançamento desta terça-feira, no Cabo Canaveral, na Flórida, sul dos EUA. Uma nova oportunidade virá na sexta-feira, às 8h09m (de Brasília).
 
A missão de sexta-feira terá objetivo primário de colocar em órbita cápsula com suprimentos para a Estação Espacial Internacional 
 
A própria empresa tem sido cautelosa em suas previsões de sucesso da empreitada, classificando como em 50% as chances de sucesso da operação de retorno.
 
"Sei que muita gente está animada, mas estamos fazendo um experimento", explicou Hans Koenigsmann, um dos coordenadores da missão.
 
"Há uma certa possibilidade de que as coisas não funcionem da maneira como queremos. É a primeira vez que tentamos isso e, pelo que sabemos, ninguém mais tentou".
 
O objetivo primário da missão é colocar em órbita a espaçonave de carga Dragon, que leva suprimentos para a Estação Espacial Internacional (ISS).
 
A SpaceX tentará pousar o foguete numa base especial flutuando no Oceano Atlântico
 
Será a primeira missão de envio de suprimentos à estação desde a explosão que em outubro destruiu um cargueiro operado por outra empresa americana, a Orbital Sciences Corporation.
 
A SpaceX acredita que pode recuperar e reutilizar elementos do foguete Falcon. Para isso construiu propulsores capazes de entrar pela segunda vez em ignição para reduzir a velocidade de queda pela atmosfera. A base do foguete tem ainda "pernas" para ajudar numa aterrisagem estabilizada.
 
Para o voo de teste, a empresa pretende utilizar uma plataforma flutuante móvel no Oceano Atlântico, a 300 km do Cabo Canaveral.
 

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