Como parar um asteroide em rota de colisão com a Terra?

Cientistas reunidos em uma conferência em San Francisco fizeram um alerta: o mundo não está preparado para lidar com a possível colisão de um asteroide contra o planeta no futuro - a não ser que sejam tomadas algumas medidas.

A boa notícia é que com a tecnologia atual, em teoria, seria possível evitar uma catástrofe como essas – diferente do que acontece com outras catástrofes, como terremotos e furacões.

Acredita-se que o impacto de um asteroide na Terra tenha causado a extinção dos dinossauros há milhares de anos. A comunidade científica vê os ateroides como ameaça para a humanidade, por isso há um grande esforço para monitorar a trajetória do maior número possível dessas grandes rochas espaciais.

Mas qual ação poderia ser tomada no caso de um desses asteroides entrar em rota de colisão com nosso planeta?

Segundo a cientista Cathy Plesco, do Laboratório Nacional Los Alamos, há duas respostas que poderiam ser colocadas em prática.

Uma delas é usar um tipo de bomba nuclear.

"O artefato explosivo nuclear seria lançado em um foguete no espaço profundo onde estaria o objeto. Em seguida, o artefato nuclear seria detonado ou na superfície do asteroide, ou logo abaixo da superfície, vaporizando parte dele e assim mudando a órbita do objeto de forma que ele não acerte a Terra", disse ela.

A outra opção é usar um conceito de aparelho que a Nasa chama de "Kinetic Impactor" (algo como causador de impacto cinético). Na prática, trata-se de enviar uma ou mais espaçonaves de grandes proporções que se chocariam com o asteroide em alta velocidade.

"É basicamente uma bala de canhão gigante lançada em uma nave que colide com o objeto e faz com que o asteroide ou cometa perca massa e mude sua órbita o suficiente para não atingir a Terra", disse ela.

Entretanto, de acordo com a Nasa, uma espaçonave dessas levaria 20 anos para ser construída.

Se ela já estivesse construída no momento em que o asteroide for detectado, ainda assim seria necessário um tempo de preparação da missão – de um a dois anos para pequenas rochas.

Mas esse tipo de solução possivelmente não seria eficaz no caso de asteroides extremamente grandes, segundo a Nasa.

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