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Reinaldo Azevedo

Prisão de Sara Winter é temporária. Que seja logo convertida em preventiva!

Sara Winter segura dois instrumentos com que ela e os seus pretendem construir o que chamam de "verdadeira democracia"... Demorou, né?, até ir em cana - Reprodução
Sara Winter segura dois instrumentos com que ela e os seus pretendem construir o que chamam de "verdadeira democracia"... Demorou, né?, até ir em cana Imagem: Reprodução
Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário - e frequentemente é necessário -, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

15/06/2020 09h40

Finalmente!

A militante fascistoide Sara Winter e outras cinco pessoas tiveram a prisão provisória decretada na manhã desta segunda. Ela já está sendo conduzida à sede da Polícia Federal, em Brasília.

Já não era sem tempo. Trata-se de prisão temporária: período de até cinco dias, que pode ser renovado por mais cinco. A partir daí, só pode ser mantida na cadeia se for decretada a prisão preventiva. É o que tem de acontecer.

Leiam o informa o G1. Volto em seguida.
*
A ativista Sara Winter foi presa pela Polícia Federal, em Brasília, na manhã desta segunda-feira (15). A prisão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Winter é líder do grupo 300 do Brasil, de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A prisão ocorre dentro do inquérito que investiga os movimentos antidemocráticos e não tem relação com a investigação sobre "Fake News". O mandado atende a um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). O G1 tenta contato com a defesa.

Ao todo, seis pessoas foram presas. As identidades dos outros cinco detidos não haviam sido divulgadas até a publicação desta reportagem.

Ao autorizar a abertura do inquérito, em maio, Moraes disse que "é imprescindível a verificação da existência de organizações e esquemas de financiamento de manifestações contra a Democracia e a divulgação em massa de mensagens atentatórias ao regime republicano, bem como as suas formas de gerenciamento, liderança, organização e propagação que visam lesar ou expor a perigo de lesão os Direitos Fundamentais, a independência dos Poderes instituídos e ao Estado Democrático de Direito, trazendo como consequência o nefasto manto do arbítrio e da ditadura".
(...)
COMENTO
Que fique claro mais uma vez: a militante fascistoide e seus comparsas não tiveram a prisão temporária decretada no âmbito do inquérito sobre fake news e outras agressões a ministros do Supremo.

Trata-se outra investigação, aberta a pedido da PGR, sobre movimentos que atentam contra a democracia. E foi a PGR quem solicitou a prisão.

A prisão é temporária, reitero. Em dois períodos de cinco dias, pode ficar em cana dez dias no máximo se a preventiva não for decretada.

Dizer o quê? Se há criminosa que merece a preventiva é esta senhora, não é mesmo? Delinquir parece ser a sua real profissão, sob o pretexto de fazer militância política.

O que diz mesmo o Artigo 312 do Código de Processo Penal? Lembro:
"A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria."

Alguém tem alguma dúvida sobre a necessidade de manter esta senhora encarcerada como "garantia da ordem pública"? Entre outras delicadezas, traz em seu currículo a promessa de assediar até a empregada doméstica de um ministro do Supremo, a quem, disse, sente vontade de espancar — e, deixou claro, espancará se tiver oportunidade...

Montou o seu "acampamento" de delinquentes armados, segundo confessou, em Brasília, e planejou e executou os atos de sábado. E já disse mais de uma vez que não pretende parar, até o que ela chama "vitória".

Sara Winter, nome que mimetiza o de uma simpatizante nazista britânica, já disse que seu instrumento de luta é a desmoralização de autoridades, incitando a desobediência — não a desobediência à tirania, mas às regras da democracia.

Em qualquer democracia do mundo, o ataque que planejou contra o Supremo renderia mais de 10 anos de cadeia.

Seu lugar é na prisão, à espera do julgamento, depois do devido processo legal. Segundo suas próprias palavras, se sair, vai delinquir outra vez.

Dá-lhe o Artigo 312 do Código de Processo Penal na cabeça!

A ela e aos que financiam sua patuscada.

Agora, é só seguir o dinheiro.

QUERIA SER PRESA?
Que fique claro: todas as pessoas que participaram do ataque ao Supremo deveriam ter sido presas em flagrante, com base na Lei de Segurança Nacional. Só não aconteceu porque a Polícia Militar do Distrito Federal foi omissa, o que tem de ser investigado.

Se querem saber quem é Sara Winter, veja a sua reação — e como trata os policiais — quando o seu acampamento foi desfeito em Brasília.

Dizem alguns: "Ah, ela quer ser presa..." Então que se lhe faça a vontade. Vamos ver quem vai fazer a revolução armada da extrema direita em sua defesa.

Que a agressão aos policiais ajude, quando tudo se juntar, a compor a sua pena.