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Reinaldo Azevedo

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Bolsonaro perdido há pouco no "free shop" de Lisboa. Ninguém liga para ele

Dois flagrantes de Bolsonaro perdido no "free shop" do Aeroporto Internacional de Lisboa nesta quinta. Em uma delas, à frente, Gilson Machado, ministro do Turismo... - Reprodução/Arquivo Pessoal
Dois flagrantes de Bolsonaro perdido no "free shop" do Aeroporto Internacional de Lisboa nesta quinta. Em uma delas, à frente, Gilson Machado, ministro do Turismo... Imagem: Reprodução/Arquivo Pessoal
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Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo, que publicou aqui o primeiro post no dia 24 de junho de 2006, é colunista da Folha e âncora do programa "O É da Coisa", na BandNews FM. No UOL, Reinaldo trata principalmente de política; envereda, quando necessário - e frequentemente é necessário -, pela economia e por temas que dizem respeito à cultura e aos costumes. É uma das páginas pessoais mais longevas do país: vai completar 13 anos no dia 24 de junho.

Colunista do UOL

18/11/2021 16h45

Um amigo estava há pouco no free shop do Aeroporto Internacional de Lisboa — por volta das 14h aqui; 17h no fuso local —, e eis que percebeu um pequeno ajuntamento entre vitrines e prateleiras.

Sim, lá estava, cercado de seguranças, aquele tal Jair Bolsonaro, presidente do Brasil. O testemunho:
"Rei, o cara lá parado, mexendo na máscara, talvez à espera de assédio. Mas ninguém deu bola. Um ou outro olhavam, reconheciam, e a reação não parecia ser de aprovação. Houve um pedido de foto, um só, no tempo em que estive ali".

Pois é...

Bolsonaro está voltando ao Brasil nesta quinta, vindo dos Emirados. O voo fez uma escala em Portugal. Não sei quanto tempo o avião presidencial ficou no país. Aeroportos internacionais — e mesmo alguns dedicados a voos domésticos — têm áreas reservadas a autoridades e salas para reuniões privadas.

Se Bolsonaro estivesse à altura do cargo que ocupa, usaria seu tempo a serviço do Brasil mesmo numa situação como essa. Teria marcado alguma conversa com autoridades portuguesas. Nem que fosse apenas um encontro social.

Ocorre que ninguém quer papo com o presidente do Brasil — aquele que cochicha piadinha homofóbica a uma autoridade do Bahrein, que, por óbvio, não entendeu o que ele disse. Ou que resolve, sabe-se lá por quê, fazer um passeio de moto no Catar.

A fotos que vocês veem acima — uma delas cortada, rsss... — são flagrantes da irrelevância.

Caramba! Se eu soubesse, teria encomendado um perfume ao presidente.

Para isso ao menos, há de servir.

PS: Irritemos um pouco mais a malta: lembra ou não lembra o ex-presidente Lula sendo recebido no Palácio do Eliseu por Emmanuel Macron?