Corpo de delegado morto durante entrevista ao vivo é enterrado na Bahia

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Em Salvador

Polícia conclui investigação de morte de delegado na BA e descarta hipótese de crime encomendado

Com a presença de cerca de 500 policiais civis e militares, o corpo do delegado Clayton Leão Chaves, 35, foi enterrado no final da manhã desta quinta-feira (27) no cemitério do Campo Santo, em Salvador. Titular da 18ª Delegacia de Camaçari (região metropolitana de da capital), Chaves foi morto na manhã de quarta-feira (26), enquanto era entrevistado ao vivo pela rádio líder FM.

O caixão do delegado foi carregado por policiais do COE (Centro de Operações Especiais), órgão ligado à SSP (Secretaria da Segurança Pública), onde chaves trabalhou por muitos anos. Momentos antes do enterro, os policiais, autoridades e populares fizeram orações e aplaudiram o delegado. A mãe de Chaves teve de ser amparada depois da missa de corpo presente. No total, cerca de 200 policiais participaram das investigações para identificar e prender os suspeitos pela morte do delegado.

Muito abalada e chorando sem parar, a dentista Simone de Oliveira, viúva do delegado, permaneceu a maior parte do tempo abraçada com familiares. “O que vou fazer agora para criar os meus filhos?”, disse a dentista a uma amiga. A viúva, que estava ao lado de Chaves quando ele foi assassinado, não quis dar entrevista. No entanto, em depoimento informal à SSP, Simone, que tem dois filhos (um de cinco anos e outro bebê), disse que o delegado, após ser atingido com dois tiros na cabeça, caiu em seu colo. Em seu depoimento, a dentista contou, ainda, que o delegado foi assassinado no momento em que tentava tirar o cinto de segurança.

 

Segundo a polícia, quatro pessoas participaram do crime -- um suspeito morreu e os outros estão presos. Em seu depoimento, Reinaldo Valência de Lima, 30, confessou que atirou no delegado quando percebeu que ele “estava com a arma entre as pernas”. Horas depois do crime, a polícia encontrou o carro utilizado para transportar as pessoas que mataram o delegado, um Corsa branco, de placa vermelha. O veículo estava abandonado em uma estrada que dá acesso ao Pólo Petroquímico de Camaçari. Os criminosos atearam fogo ao veículo.

Morte registrada ao vivo

Pouco antes de ser morto, o delegado havia estacionado o seu carro no acostamento da estrada da Cascalheira, que liga Arembepe a Camaçari, para ser entrevistado pelo celular, quando foi atingido por dois tiros na cabeça. Ele estava acompanhado pela mulher, que não sofreu ferimentos.

Chaves participava do programa “De Olho na Cidade”, comandado pelos radialistas Marco Antonio Ribeiro e Raimundo Rui. “Ele seria entrevistado em nosso estúdio, mas telefonou para avisar que não chegaria a tempo porque tinha levado a mulher para uma clínica odontológica. Então, ele mesmo sugeriu para ser entrevistado pelo celular, só pediu um minuto para estacionar o carro”, disse Ribeiro.

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