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Advogado diz que sugestão sobre confissão da morte de Eliza Samudio foi "hipotética"

Do UOL, em Contagem

20/11/2012 18h42

O advogado Tiago Lenoir Moreira, novo defensor do ex-goleiro Bruno Fernandes no julgamento do caso Eliza Samudio, afirmou que a declaração de ontem (19) no Twitter, na qual ele afirma que Bruno deveria confessar o crime de homicídio e negar o de sequestro e ocultação de cadáver, foi “hipotética”. O júri popular está sendo feito no fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.

Na rede, sugestão para confissão

“Era uma afirmação hipotética”, disse após o fim da sessão de hoje. “Meu comentário é como se fosse de qualquer um da população que está analisando o processo de forma ampla. A gente analisa o processo em todas as suas hipóteses.”, justificou.

Lenoir disse ainda que não há prova de autoria e materialidade do crime de homicídio. “Como afirmar que ele cometeu um crime qualificado, se não temos prova a priori sequer do crime de homicídio?”, questionou.

Na segunda-feira, Moreira trocou mensagens no microblog e escreveu que o jogador e o ex-braço direito Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, deveriam “confessar o crime de homicídio” e “negar a ocultação de cadáver e sequestro”. As postagens ocorreram na segunda-feira (19), antes de ele assumir o caso, nesta terça-feira (20).

Algumas mensagens postadas foram apagadas pelo advogado na sequência.

Tiago Lenoir Moreira complementou: “Dai (sic) pega 6 anos e volta a jogar bola”, concluiu o advogado, que assumiu nesta terça-feira (20), ao lado de Francisco Simim, a defesa do goleiro no julgamento sobre o sumiço de Eliza, ex-amante do ex-atleta.

Moreira assumiu o lugar de Rui Pimenta, destituído por Bruno ainda na parte da manhã do segundo dia de julgamento. De acordo com informação de Francisco Simim, o goleiro teria alegado ter tido “insegurança” na continuidade do trabalho de Pimenta à frente de sua defesa.

Questionado sobre as mensagens feitas no twitter, o advogado afirmou que elas foram retiradas do contexto.

 

“Foi apenas uma declaração discutível, de maneira técnica. Agora vamos estudar a melhor estratégia para defender o goleiro”, afirmou Moreira.

O novo advogado é professor universitário e membro do TJD-MG (Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais).

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