Após mais de cinco horas de protesto, manifestantes e PM voltam a entrar em confronto em Brasília

Aiuri Rebello e Fernanda Calgaro

Do UOL, em Brasília

  • Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

    Policial joga spray de pimenta em manifestantes durante mais uma noite de protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília

    Policial joga spray de pimenta em manifestantes durante mais uma noite de protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília

Após mais de cinco horas de manifestação, um grupo de manifestantes entrou novamente em confronto com a polícia, que reprimiu os manifestantes com bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo.

Segundo o coronel Amorim, um dos comandantes da operação, as bombas foram uma reação a pedras que estavam sendo jogadas contra os policiais.

Há pouco, manifestantes impediram que os bombeiros extinguissem uma fogueira feita por eles na Esplanada dos Ministérios

Segundo informações do Samu do Distrito Federal, que atendeu os feridos nas proximidades do Congresso, do total, 11 foram removidos para hospitais: um deles com possível traumatismo craniano; outro com trauma de face; e outro manifestante com um ferimento na perna que pegou uma artéria e, por isso, sangrava muito.

Os demais não tiveram ferimentos graves e muitos foram atendidos em razão de intoxicação com gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

De acordo com o balanço da Polícia Militar, quatro policiais foram feridos "a pau e pedra" e três pessoas foram detidos.

A manifestação desta quinta-feira (20), que reuniu 30 mil pessoas, foi a maior entre as cinco da última semana. O protesto foi marcado por alguns atos de vandalismo, como a depredação do Palácio do Itamaraty, que contrastaram com o clima de calmaria da maioria dos ativistas.

Um grupo entrevistado pela reportagem do UOL cantava marchinhas de Carnaval no gramado do Congresso Nacional, enquanto outros comiam pipoca ou jogavam capoeira.

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