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Médicos legistas suspeitam que sargento da Rota foi morto 10 horas antes que demais vítimas, diz TV

Do UOL, em São Paulo

10/08/2013 12h33Atualizada em 10/08/2013 15h52

Médicos legistas suspeitam que o sargento da Rota (tropa de elite da PM) Luís Marcelo Pesseghini, 40, foi morto dez horas antes que os outros parentes assassinados em chacina na Brasilândia, na zona norte de São Paulo. A informação é de reportagem do SPTV.

A conclusão dos médicos legistas com a informação constará no laudo elaborado pelo Instituto de Criminalística que deverá ser entregue à Polícia Civil de São Paulo na próxima semana.

O IC utiliza análise de manchas de sangue para indicar o momento em que o sargento foi morto. O instituto também deve concluir o laudo necroscópico das outras vítimas na semana que vem. A Polícia Civil aguarda análise do computador e de telefones celulares apreendidos na casa da família.

Procurada, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que "só serão considerados laudos oficiais do caso", os quais devem ficar prontos entre 15 e 20 dias.

Para a polícia, o principal e até agora único suspeito de ter matado o pai, a mãe, a avó e a tia-avó é o estudante Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13. Ele também foi encontrado morto na casa da família.

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  • http://noticias.uol.com.br/enquetes/2013/08/08/voce-acredita-na-versao-dada-pela-policia-para-a-morte-dos-pms-e-de-sua-familia-em-sao-paulo.js

O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) trabalha com a hipótese de que Marcelo matou a família entre a noite de domingo (4) e a madrugada de segunda (5), foi à escola, na segunda de manhã, e se matou no mesmo dia. 

As vítimas foram todas mortas com um tiro na cabeça disparado por uma pistola .40 pertencente à cabo da PM Andréia Pesseghini, 36. Outras três armas que pertenciam ao sargento da Rota (tropa de elite da PM) Luís Marcelo Pesseghini, 40, foram localizadas em uma perícia complementar em um armário da sala em que pai, mãe e filho morreram. As outras duas vítimas estavam na casa dos fundos.

Nessa sexta-feira (9), foram ouvidas quatro testemunhas: dois filhos da tia-avó assassinada de Marcelo e dois professores do estudante.

Para o DHPP, serão considerados para as investigações apenas "laudos oficiais" - dentre os quais, os de perícias nas armas encontradas na casa (cinco, ao todo), um par de luvas localizado no carro da PM morta Andreia, um computador e um celular da família e o exame toxicológico de material coletado . O prazo para análise é de 15 a 20 dias.

Os depoimentos das testemunhas serão retomados na próxima segunda-feira (12) com parentes e vizinhos do local da chacina.

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