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Nicole Puzzi e Luisa Mell serão intimadas a depor sobre invasão a instituto em São Roque

A apresentadora Luísa Mell postou em sua página no Facebook uma foto com os cães da raça beagle - Reprodução/Facebook
A apresentadora Luísa Mell postou em sua página no Facebook uma foto com os cães da raça beagle Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em Sorocaba (SP)

22/10/2013 16h26

A polícia vai investigar a participação da atriz Nicole Puzzi e da apresentadora Luisa Mell na invasão ao laboratório de testes em animais em São Roque, cidade que fica a 66 quilômetros de São Paulo, na madrugada da última sexta-feira (18). O delegado responsável pelo caso, Marcelo Sampaio Pontes, informou nesta terça (22) que as duas serão intimadas a depor.

Sampaio disse que aguarda apenas a confirmação do endereço de ambas para enviar as intimações. Até o fim desta semana, o delegado pretende ouvir também diretores do Instituto Royal e ainda o vigia do local que estava trabalhando quando os ativistas invadiram o instituto para retirar cães da raça beagle e coelhos usados em teste farmacêuticos e cosméticos.

As artistas estavam no grupo de pessoas que participou dos protestos que duraram a semana inteira e participaram da invasão. Além das duas, a polícia já identificou outras 18 pessoas que estavam naquela noite. O delegado esclareceu que todos deverão prestar depoimento, mesmo que seja na cidade onde moram. “Podemos fazer uma intimação por meio de carta precatória, o que permite o comparecimento em uma delegacia mais próxima”, explica.

Tanto Nicole quanto Luisa publicaram fotos nas redes sociais logo após a o invasão ao laboratório em São Roque.

O caso

Ao todo, 178 cachorros da raça beagle foram retirados do Instituto Royal durante a madrugada do dia 18 de outubro por um grupo de ativistas que protestava contra maus-tratos em frente ao local. Mesmo com a presença da polícia, as pessoas entraram e retiraram os cachorros que estavam presos em gaiolas. O instituto realiza testes com produtos cosméticos e farmacêuticos não só nos cães, mas também em coelhos e ratos.

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De acordo com os ativistas, a denúncia era de que os cachorros estavam sendo sacrificados com métodos cruéis. O mesmo instituto é alvo de outras denúncias ao Ministério Público.

O Instituto Royal, por meio de seu advogado, nega qualquer tipo de irregularidade. Os representantes deixam claro que a empresa está devidamente registrada na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e que trabalha conforme as determinações legais.

O laboratório onde os cães eram deixados foi totalmente depredado pelos manifestantes. Dois boletins de ocorrência foram registrados. Um deles sobre a invasão ao laboratório e o outro se refere às denúncias de maus tratos.

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