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PF prende dois suspeitos de ordenar ataques a UPPs no Rio

Piná foi localizado e detido na cidade de Búzios, na região dos Lagos - Divulgação/Disque-Denúncia
Piná foi localizado e detido na cidade de Búzios, na região dos Lagos Imagem: Divulgação/Disque-Denúncia

Do UOL, no Rio

21/04/2014 12h54Atualizada em 21/04/2014 18h02

Policiais federais prenderam nesta segunda-feira (21) os suspeitos de tráfico de drogas Bruno Eduardo da Silva Procópio, o "Piná", e Eduardo Fernandes de Oliveira, o "2D", apontados pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro como mandantes de atentados às UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora).

Os dois foram localizados em uma operação conjunta da Polícia Federal com a SSINTE (Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio). Ele curtiam o feriado prolongado em uma casa no município de Búzios, perto da praia de Geribá, na região dos Lagos, na companhia de familiares.

De acordo com os investigadores, Piná é uma das lideranças do tráfico de drogas na favela da Vila Cruzeiro, na Penha. Ele seria o responsável por ordenar o ataque a tiros à base da UPP naquela comunidade, em maio de 2013, minutos antes da largada da corrida "Desafio da Paz". O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, participava do evento.

Os dois também são suspeitos de comandar os ataques e conflitos ocorridos neste fim de semana na favela do Caramujo, em Niterói, na região metropolitana do Estado. O Disque-Denúncia vinha oferecendo, desde o ano passado, recompensa de R$ 5.000 a quem desse qualquer informação que levasse Piná à prisão. Já em relação a 2D, a recompensa era de R$ 1.000.

Segundo a Polícia Civil, que também participou da operação, agentes ficaram na localidade de Tucuns, onde está situado o imóvel alugado pelos traficantes, durante todo o fim de semana. "Fizemos tudo o que foi possível para descobrir qual era a casa que eles estavam", afirmou o delegado da SSINTE, Sérgio Sahione Ferreira.

Em entrevista à "Globo News", o chefe do núcleo de operações da PF, Carlos Eduardo Thomé, informou que mais de 20 policiais participaram da ação, sendo 15 policiais por terra e os demais atuaram em helicópteros. Os criminosos não resistiram à voz de prisão.

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