Motoristas de ônibus decidem se aceitam nova proposta de empresários

Do UOL, em São Paulo

  • Peter Leone/Futura Press/Estadão Conteúdo

    Terminais como o de São Mateus, na zona leste de SP, ficaram paralisados por pelo menos uma hora, nesta quinta

    Terminais como o de São Mateus, na zona leste de SP, ficaram paralisados por pelo menos uma hora, nesta quinta

Motoristas e cobradores de ônibus da cidade de São Paulo irão decidir em assembleia nesta sexta-feira (20), a partir das 16h, se aceitam ou não a nova proposta dos empresários. Na quinta-feira (19), a maioria dos 29 terminais da capital paulista ficou paralisada por cerca de uma hora, em mais um ato de protesto da categoria por reajuste salarial.

O conteúdo da proposta feita pelas empresas não foi divulgado até as 6h de sexta. Os trabalhadores reivindicam aumento real de 5% no salário, reajuste do ticket-refeição de R$ 19 para R$ 25 e participação nos lucros de R$ 2.000 - o dobro do valor pago no ano passado. A pauta também inclui convênio odontológico gratuito, seguro de vida e auxílio funerário. A primeira proposta das empresas de transportes era de reajuste salarial de 2,31%, sem correção da inflação, e do ticket-refeição. 

Realizada na sede do Sindmotoristas (sindicato da categoria), a assembleia pode resultar em um indicativo de greve, a ser iniciada na semana que vem, caso a proposta do SPUrbanuss (sindicato patronal) seja rejeitada.

 Por sua vez, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), já descartou a possibilidade de ampliar o valor dos repasses para as empresas de ônibus e disse que os recursos seguem fórmula "parametrizada" e prevista em contrato. "Isso nós não faremos. Nem teríamos receita para isso. Vamos respeitar o contrato e vamos exigir que eles respeitem o contrato também", disse.

Reclamações

A paralisação de terminais pelo segundo dia consecutivo afetou cerca de 1,5 milhão de pessoas, de acordo com dados da Prefeitura de São Paulo. Apesar de ter sabido com antecedência do protesto, o técnico em internet Rodrigo Magalhães, 40, foi pego de surpresa, pois acreditava que o ato seria feito pela manhã. "O problema é que eles fazem paralisação e não se preocupam com o povo. Sou a favor de que eles façam manifestação, mas que pelo menos deixem as pessoas cientes. Estou indo do trabalho no Bom Retiro para casa no Campo Limpo e, mesmo que eu pegue o metrô, obrigatoriamente terei que usar um ônibus", disse.

A dona de casa Raquel de Carvalho, 58, disse que se sentia presa. Ela sabia da paralisação, mas tinha consulta médica e não podia adiar. "Eu só não deixei para outro dia porque estou passando mal. Vou ter que esperar porque de qualquer maneira teria que pegar um ônibus para ir para o Campo Limpo. Eles podiam liberar a catraca para o povo, já que eles querem aumento e a prefeitura não dá. Nós já pagamos a passagem e ter que pagar por isso é demais."

Já a biomédica Ana Hernandes, 24, veio de Serra Negra para buscar um certificado de ensino e dependia do ônibus para chegar à universidade. "Eu viajei quatro horas, peguei um engarrafamento para chegar a São Paulo e agora preciso ir para o Morumbi. Não sei o que vou fazer porque não conheço São Paulo. Além de ir na faculdade, preciso ir em outro local para levar o certificado e voltar ainda hoje para o interior". (Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

Veja como foi a paralisação dos terminais de SP nesta quinta

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