Há 42 anos na Câmara de SP, funcionário conta os "fantasmas" que já viu lá

Ana Carla Bermúdez

Do UOL, em São Paulo

  • Lucas Lima/UOL

    O "sensitivo" Aristides de Paula trabalha como operador de elevador na Câmara de SP

    O "sensitivo" Aristides de Paula trabalha como operador de elevador na Câmara de SP

Quem vê a movimentação do saguão principal do Palácio Anchieta, sede da Câmara Municipal de São Paulo, nem imagina a fama que o prédio carrega: no boca a boca, corre a lenda de que o local é assombrado por fantasmas e outras entidades sobrenaturais.

O ascensorista Aristides Saturnino de Paula, que trabalha no prédio há 42 anos, é referência quando o assunto é a paranormalidade na Câmara. Ele afirma ter visto fantasmas por todos os cantos: desde nos banheiros e elevadores até na garagem do prédio.

"Eu estava no elevador, no quinto andar, quando entraram três pessoas. Só que um dos três não era gente, era invisível --cruzou a porta do elevador e desapareceu", conta. 

Até mesmo uma versão da famosa lenda da loira do banheiro já aconteceu entre as paredes do prédio da Câmara, segundo De Paula: "Apareceu uma loira no oitavo andar, no banheiro que fica perto do Salão Nobre. Ela veio flutuando e estava vestida de noiva. Saí correndo e, depois, ela sumiu também", diz o operador de elevador, com convicção.

A explicação do funcionário para acumular tantas histórias é sua sensibilidade em relação ao mundo invisível. Ele conta que é "perseguido" por espíritos e fantasmas desde a infância: "Tive que pedir para sair do horário da noite porque tomava muito beliscão dos fantasmas dentro do elevador".

Caça aos fantasmas

Há quem acredite que o prédio seja assombrado por aqueles que morreram no incêndio do edifício Joelma, em 1974 --uma das maiores tragédias da capital paulista, que matou 189 pessoas e deixou outras 300 feridas. Como o Palácio Anchieta ficava próximo, seu heliponto --hoje desativado-- foi utilizado como base para as aeronaves de resgate, e o saguão do prédio, transformado em um hospital de campanha.

Para o vereador Gilberto Natalini (PV), que acumula mandatos desde 2000, a explicação pode ser mais antiga. "O terreno onde a Câmara está construída era um terreno anexo ao rio Anhangabaú e era um cemitério de índios, segundo reza a lenda", diz.

Verdade ou não, os rumores de assombração seguem correndo pela Câmara dia após dia. "Tem gente que tem até medo de andar sozinho pelos corredores à noite", diz Natalini.

Aristides conta que os fantasmas que "vê" são sempre aparições diferentes. "[Mas] De político nunca vi", afirma.

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