Hopi Hari e mais 2 parques de SP têm falhas de segurança, aponta estudo

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL

Reaberto em outubro depois de cerca de dois meses fechado ao público, o Hopi Hari, em Vinhedo (SP), apresenta diversas falhas de segurança e um "descaso" com relação à manutenção. É isso que aponta um estudo em parques de diversão feito em fevereiro pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, a Proteste, e divulgado agora. Em São Paulo, o Parque da Mônica e o Parque Marisa também foram avaliados.

Técnica do teste e representante da Proteste, Viviane Terra disse ao UOL que no Hopi Hari viu "descaso com manutenção, mato alto, canaletas quebradas". "Só cinco brinquedos estavam funcionando e havia poucas opções de alimentação. Ao longo do parque, encontramos inúmeros problemas, como janelas quebradas e mato na área de circulação. Também áreas de acesso restritos estavam abertas ao público, o que é um grande risco", criticou.

O estudo foi feito por um avaliador anônimo, que encontrou um extintor de incêndio despressurizado. "Em um momento de emergência, ele não teria função nenhuma. Além disso, em diversos pontos que havia sinalização de extintor, não havia o extintor em si", completou.

Mais casos

No Parque da Mônica, a Proteste identificou apenas um problema de segurança: em um brinquedo no qual a placa indicava um limite de 10 crianças, havia pelo menos 16 delas. "Foi o mais bem avaliado", disse Viviane Terra, colocando apenas esse porém. Em nota, o parque disse que "segue rigorosamente o conjunto de normas técnicas brasileiras para parques de diversões".

Já no Parque Marisa, um tradicional parque de diversões em Itaquera, na zona Leste da cidade, a Proteste identificou como maior problema a falta de controle de acesso à área de rotação da roda gigante. No entender da Proteste, um acidente ali poderia ser fatal.

Outro lado

Em nota enviada ao UOL, o presidente do Hopi Hari, José Luiz Abdalla, lembrou que o controle acionário do parque mudou de mãos em 29 de dezembro do ano passado e que o antigo presidente, Luciano Corrêa, só deixou o cargo em 5 de abril, dando início a uma nova gestão.

"O parque está atualmente em fase de adequações e reestruturações. Encontramos um cenário terrível, mas acreditamos que a magia deste lugar sobreviveu à devastação que o assolou. Com o trabalho e empenho de todos os nossos colaboradores estamos avançando a cada dia", avaliou.

Abdalla admite que o parque tem "grande quantidade de atrações desativadas ou em manutenção" mas que " somente serão reabertas aquelas que atendam a todos os critérios de segurança e qualidade nacionais e internacionais em vigor".

Também procurado pelo UOL, o Parque Marisa disse que foi informado mais cedo nesta quinta-feira sobre o estudo e que o engenheiro responsável irá ao parque até amanhã para avaliar o problema. Se for identificada a falha, na semana que vem ela será resolvida.

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