Zulmair Rocha/UOL

Chuvas

Maceió decreta calamidade pública após chuvas deixarem 4 mortos

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

  • Divulgação

    Grota Santo Amaro, onde um morreu e existem desaparecidos, em Maceió (AL)

    Grota Santo Amaro, onde um morreu e existem desaparecidos, em Maceió (AL)

A prefeitura de Maceió decretou estado de calamidade pública neste sábado (27) por conta das fortes chuvas que caem desde o fim de semana passado em Maceió.

As precipitações se acentuaram nessa madrugada e pelo menos quatro pessoas morreram, segundo o Corpo de Bombeiros. Há ainda pessoas desaparecidas. Ao todo, 33 pessoas ficaram feridas ou foram resgatadas entre a noite de ontem e manhã de hoje.

O coordenador da Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos, afirmou que nos últimos seis dias choveu todo o esperado para o mês de maio. 

"A média para o mês é de de 382 mm, e foram 377 mm em seis dias. Ou seja, o solo está todo saturado. Já temos mais de 550 mm no mês", contou.

Ao todo, na capital alagoana, 89 barreiras deslizaram, 55 casas caíram e houve 16 casos de inundações. "Essa noite foi um caos, foram chamados de toda região. Esperava até coisa muito pior pela manhã", disse Dinário.

Com o decreto, a prefeitura informou que o prefeito Rui Palmeira (PSDB) conseguiu o uso de 100 homens do Exército e mais dois técnicos da Defesa Civil Nacional, que vão ajudar na coordenação dos trabalhos.

Um dos acidentes mais graves ocorreu na grota de Santo Amaro, onde barreiras deslizaram e destruíram casas. Uma mulher morreu e há relatos de seis pessoas desaparecidas. O Corpo de Bombeiros faz buscas.

No bairro do Feitosa, um homem também morreu por conta da queda de uma casa. Também há buscas no bairro de Cruz das Almas.

A cidade também registra vários pontos de alagamento, a exemplo do sistema prisional. As visitas precisaram ser suspensas por conta da água invadir o presídio Baldomero Cavalcante. Avenidas importantes também estão com pontos de interdição. Segundo a prefeitura, há seis locais de interdição.

Ainda não há um número preciso de desabrigados, mas sabe-se que dezenas estão sendo levados a abrigos ou casa de parentes.

A cidade vizinha, Marechal Deodoro, também declarou situação de emergência e criou um gabinete de crise.

Pelo interior

Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, a preocupação no interior é com a elevação dos níveis do rio, entre eles o rio Paraíba e o Mundaú, que causaram a tragédia das enchentes em 2010. Ambos estão acima da média.

A previsão é que o volume de chuva diminua neste domingo e fique concentrada na região metropolitana.

O governador Renan Filho (PMDB) cancelou agenda que cumpria no sertão e está voltando à capital para coordenar os trabalhos.

A Polícia Rodoviária Federal informou que há pelo menos sete pontos de interdição em rodovias federais.

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