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Motorista que levava turista à Rocinha não viu "suposta blitz" policial, diz delegado

23.out.2017 - O delegado Fábio Cardoso, da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro, fala com a imprensa em frente ao Hospital Miguel Couto - Wilton Junior/Estadão Conteúdo
23.out.2017 - O delegado Fábio Cardoso, da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro, fala com a imprensa em frente ao Hospital Miguel Couto Imagem: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

23/10/2017 16h17

O delegado Fábio Cardoso, da Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro, afirmou nesta segunda-feira (23) que o motorista do carro onde estava a turista espanhola Maria Esperanza Ruiz Jimenez, morta na Rocinha, favela da zona sul carioca, não viu a "suposta blitz" que teria sido feita pela PM no momento em que a vítima foi alvejada.

A estrangeira foi atingida no pescoço, nesta manhã, em uma localidade conhecida como largo do Boiadeiro, no alto da comunidade. O disparo foi feito por um dos três policiais militares envolvidos na ação, de acordo com as informações da Polícia Civil.

"As investigações preliminares indicam que ele [o motorista] não viu essa suposta blitz. Na verdade, eles estariam passando perto do largo do Boiadeiro com essas turistas, ouviram o disparo e posteriormente viram que uma das turistas caiu dentro do carro, já atingida. Em princípio, ela tomou um tiro na região do pescoço. Não sabemos precisar ainda se foi pela frente ou pelas costas. Acredito que tenha sido pelas costas."

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Turista espanhola chegou a ser levada para o hospital Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos
Imagem: AFP PHOTO / Mauro PIMENTEL

Segundo a polícia, cinco pessoas estavam no carro: três turistas, o motorista e uma mulher identificada como guia --possivelmente, moradora da comunidade. Cardoso afirmou que a irmã da vítima, que também estava no automóvel, também relatou não ter "visualizado nenhum tipo de blitz ou operação" no momento em que o disparo foi efetuado.

O delegado diz que ainda aguarda o resultado do exame de confronto balístico, mas a única linha de investigação até o momento indica que o tiro, de fato, saiu da arma de um dos PMs. Cardoso diz ter sido um disparo de "alta energia", possivelmente de um fuzil. As armas dos policiais, que ainda serão ouvidos pela Divisão de Homicídios, foram recolhidas para perícia.

"Estamos em atuação junto com a Deat [Delegacia Especial de Atendimento ao Turista]. Nesse momento, estamos com equipes da DH periciando o local do fato. O carro em que a vítima estava também está sendo periciado. É cedo para revelar as informações preliminares."

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