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Osmar Terra sugere que presidente da Anvisa 'está querendo liberar droga'

O ministro da Cidadania do governo Bolsonaro, Osmar Terra - FATIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O ministro da Cidadania do governo Bolsonaro, Osmar Terra Imagem: FATIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

26/11/2019 11h42

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse que o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), William Dib, "não entende" nada sobre a discussão da liberação do uso medicinal da maconha.

Em entrevista ao jornal O Globo, Terra disse que ou Dib está "ouvindo alguns interessados economicamente nisso ou está realmente querendo liberar a droga no Brasil".

Em outubro, a Anvisa adiou a votação sobre a proposta que libera o plantio de Cannabis no país para pesquisas e produção de medicamentos. A medida ocorreu após pedido de vista de dois diretores. Em seu voto, Dib defendeu as medidas, dizendo que há uma omissão do poder público para a regulamentação.

Para Terra, "qualquer permissão para plantio de substâncias que são proibidas abre a porta para a legalização".

"(As substâncias) São proibidas para diminuir a oferta. Simples assim. E isso não afeta em nada a pesquisa. Eu sou a favor de usar o canabidiol se ele mostrar efetividade. Tem que usar e o Ministério da Saúde tem que garantir o uso. Tem que pagar e não deixar as pessoas pagarem porque não é barato. Mas tem pesquisas fazendo com o canabidiol sintético. Não precisa plantar nem um pé de maconha para ter o medicamento", argumentou.

Terra disse que caso haja liberação, não vai se meter, "porque é uma questão interna da Anvisa".

"De fora, estou dizendo essa atitude da Anvisa a favor da liberação da maconha está em consonância com poderosos interesses que estão se instalando no Brasil, que já estão anunciando nos jornais, já considerando que a Anvisa vai liberar. Ou seja, alguma coisa combinada com a Anvisa que eu não entendo direito como", afirmou.

Questionado sobre que empresas são essas, o ministro respondeu que são "empresas de plantio de cannabis, empresas canadenses e brasileiros associados a canadenses com muitos interesses e proximidades com pessoas que estão tentando decidir isso."

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