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Vídeo flagra mulher e policial sendo atacados por abelhas assassinas em SC

Hygino Vasconcellos

Colaboração para o UOL, em Porto Alegre

16/12/2019 16h46

Uma mulher e um policial militar foram atacados por abelhas africanizadas, conhecidas popularmente como "abelhas assassinas", em Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. O incidente aconteceu na tarde da última sexta-feira e foi flagrado por câmeras de segurança de um posto de combustíveis, divulgadas ontem.

Os dois foram levados para atendimento médico e, segundo prontuário, a mulher levou mais de 150 ferroadas. Já o PM foi atingido mais de 30 vezes na região da cabeça. A mulher ficou hospitalizada, mas recebeu alta na madrugada de sábado. Já o soldado só procurou atendimento no sábado, quando recebeu medicação e foi liberado.

Nas imagens, a mulher aparece batendo nos cabelos, caminhando de forma desnorteada. Segundo a PM, ela "gritava por socorro desesperadamente". Segundos depois, a viatura do soldado Julio Cesar Evangelista, de 32 anos, se aproxima para ajudar Arietusa Caetano da Silva, de 48 anos. O policial tenta espantar as centenas de abelhas com um boné, sem sucesso.

Abelhas - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

"Eu lembrei de pegar uma cobertura (o boné) que estava no banco de trás da viatura e passava a cobertura nos braços e no rosto dela, tirando as abelhas que estavam agarradas nela", conta o policial, que colocou para se proteger uma balaclava - espécie de touca, no qual apenas os olhos ficam à mostra.

Os dois caminharam até um posto de combustíveis e quando chegaram lá um funcionário entregou um pano molhado para auxiliar na retirada das abelhas. "Essa hora ela querendo desmaiar, achando que ia morrer", conta o policial, ao descrever o vídeo. Mas o ataque persistiu e só perdeu intensidade quando o PM passou a utilizar um extintor de incêndio em direção às abelhas. Com isso, a mulher conseguiu entrar na conveniência do posto, onde estavam escondidos clientes e funcionários do estabelecimento. Outras pessoas se refugiram dentro de carros.

Um apicultor profissional foi chamado pelos Bombeiros para ajudar no controle da situação. Ele acabou localizando a colmeia próxima à ponte da Rua Ricardo Assi, e atestou que as abelhas eram do tipo africanizadas. Segundo a PM, trabalhadores faziam a roçada do terreno e, sem perceber, atingiram a colmeia, provocando o ataque.

"Eu vi a morte na minha frente"

Para o UOL, a corretora de imóveis Arietusa Caetano da Silva explicou que passou a ser atacada dentro de seu carro. "Eu estava prestando atenção em um rapaz que caiu de motocicleta, achei que fosse acidente de trânsito, mas ele estava sendo atacado pelas abelhas. Nisso, umas dez abelhas entraram no meu carro. Eu larguei tudo e saí do carro correndo. Tive que voltar para puxar o freio de mão."

Na calçada ela começou a se debater, na tentativa de afugentar os insetos, mas sem sucesso. "Eu vi a morte na minha frente, pensei que ia morrer. Há alguns anos, um amigo meu morreu após ser atacado por mais de 100 abelhas em Jaraguá do Sul. Por isso, eu pensei em me jogar no rio. Mas a água estava muito suja e eu também não sei nadar. Por isso, comecei a pedir ajuda para as pessoas, pedir misericórdia de Deus. Era uma sensação muito dolorida", conta a mulher.

Nesse meio tempo, surgiu a viatura da PM. "Ele foi um herói, um anjo. Eu falava que eu ia desmaiar e ele dizia que eu tinha que correr, que não ia desmaiar." Das 100 ferroadas, a corretora estima que mais de 50 foram na cabeça. As outras picadas ficaram concentradas nas costas.

Há dez dias, um morador de rua também foi atacado mais de mil vezes em Florianópolis. Na ocasião, outro policial militar também auxiliou o homem e também foi picado.

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