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Mulher morre com sintomas do coronavírus no interior do Rio

Imagem de microscópio mostra o coronavírus em paciente infectado - National Institutes of Health / AFP
Imagem de microscópio mostra o coronavírus em paciente infectado Imagem: National Institutes of Health / AFP

Gabriel Sabóia

Do UOL, no Rio

17/03/2020 16h52

Uma mulher de 63 anos morreu, na tarde de hoje, com sintomas do coronavírus, no município de Miguel Pereira, no interior do Rio de Janeiro. Ela trabalhava na capital fluminense e teve contato direto com a sua empregadora, que chegou da Itália recentemente e testou positivo para a doença.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Miguel Pereira, ela também chegou a ser submetida a um teste, porém o resultado não saiu a tempo. Um laudo sobre o caso será divulgado em 24 horas, informando a causa da morte.

A Secretaria de Estado de Saúde informou que o material da paciente já chegou ao Lacen-RJ (Laboratório Central Noel Nutels) —unidade estadual responsável por realizar o teste para confirmar ou descartar o coronavírus—e ressalta que "ainda não há confirmação de que o óbito tenha ocorrido pela doença". Ela não constava entre os contaminados pelo coronavírus.

Sabe-se, por enquanto, que a paciente chegou ao Hospital Municipal Luiz Gonzaga em quadro grave. A identidade dela não foi informada.

Brasil já tem uma morte confirmada por coronavírus

O estado de São Paulo informou hoje que registrou a primeira morte por coronavírus no Brasil, segundo o governo estadual. A primeira vítima é um homem de 62 anos, que morava na capital paulista. Ainda não há informações sobre como ele contraiu a doença. O homem tinha diabetes e hipertensão e, por conta da idade, estava no grupo de risco.

De acordo com o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, David Uip, outras quatro mortes são investigadas pelos órgãos públicos de saúde. Não há confirmação que elas tenham relação com o novo coronavírus.

Segundo Uip, o homem apresentou sintomas no último dia 10, foi internado em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no dia 14 de março e morreu ontem às 16h. Ele não tem histórico de viagens, ou seja, tratava-se de um caso de contaminação comunitária.

"Este óbito e, outros virão, não deve causar pânico na população", disse Uip em entrevista coletiva na tarde de hoje. "Corre por aí que não há transparência dos dados, mas estamos informando absolutamente tudo que acontece", completou.

Até ontem à tarde, o Ministério da Saúde informava que o número de casos oficiais do novo coronavírus no Brasil subiu para 234 confirmados e 2.064 suspeitos. Outros 1.624 casos já tiveram a suspeita descartada.

O estado com maior número de casos confirmados é São Paulo (164), seguido pelo Rio de Janeiro (33) e pelo Distrito Federal (22). O número real de casos, no entanto, pode ser maior, já que o boletim nacional tem demorado para incluir novos casos confirmados pelas autoridades de saúde dos estados.

O governo de São Paulo avalia que o surto de coronavírus deve durar entre quatro e cinco meses.

Cotidiano