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Rio: Polícia faz megaoperação na Maré em busca de foragidos da Justiça

27.out.2020 - Blindado é usado em megaoperação da Polícia Civil para prender foragidos na Maré - Reprodução/TV Globo
27.out.2020 - Blindado é usado em megaoperação da Polícia Civil para prender foragidos na Maré Imagem: Reprodução/TV Globo

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

27/10/2020 08h15Atualizada em 27/10/2020 19h19

A Polícia Civil do Rio de Janeiro faz na manhã de hoje uma megaoperação no Complexo da Maré, na zona norte da capital, para prender foragidos da Justiça na região. A comunidade é dominada pelo CV (Comando Vermelho), maior facção do estado. Os alvos são acusados de homicídios e assaltos nos últimos três anos. Os prejuízos estimados são de R$ 200 milhões.

Segundo a Polícia Civil, 21 pessoas foram presas e houve apreensão de fuzis, granadas, silenciadores, grande quantidade de drogas e material para embalar, e dezenas de carros e motos roubados. Além disso, os agentes descobriram um depósito clandestino com 30 toneladas de produtos falsificados, como brinquedos, avaliados no total em R$ 20 milhões, e 200 mil mochilas.

"Essa operação começou no dia 9 de outubro, quando recebi a notícia de que o menino Leônidas Augusto da Silva de Oliveira, de 12 anos, tinha sido morto durante tiroteio na Avenida Brasil. Aquilo foi a gota d'água. Determinei a realização para prender criminosos ligados a este grupo e mostrar para todos que estão envolvidos na vida do crime que não existe território deles. Quem manda é o Estado", informou o secretário de Estado de Polícia Civil, delegado Allan Turnowski.

De acordo com o delegado Rodrigo Oliveira, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, os agentes identificaram a existência de uma estruturada organização criminosa no Complexo da Maré, especificamente nas comunidades de Nova Holanda e Parque União, ambas controladas por uma das maiores facções criminosas do Rio de Janeiro.

A operação mobilizou 300 homens de cinco delegacias. A ação começou por volta de 5h a fim de evitar confrontos no horário de saída dos trabalhadores.

Entre os alvos da operação estão homens apontados como chefes do tráfico de drogas na região, além dos responsáveis pelas mortes do menino Leônidas, vítima de bala perdida, no último dia 10, e de dois seguranças do Grupo Pão de Açúcar, na Baixada Fluminense, durante um ataque a um depósito ocorrido em junho.

Entre os procurados estão: Jorge Luiz Barbosa, conhecido como Alvarenga, apontado como chefe do tráfico no Parque União e procurado desde 2006 com oito mandados de prisão em aberto; e Rodrigo Caetano, conhecido como Motoboy, chefe da Nova Holanda, com nove mandados de prisão.

O perfil "Maré Vive" informou nas redes sociais que recebeu denúncias sobre invasão de casas durante a operação.

Operação na Mangueira

A Polícia Militar também realiza uma operação na manhã de hoje na comunidade da Mangueira, na zona norte do Rio. Segundo informações da TV Globo, o Bope (Batalhão de Operações Especiais) atua na favela. Uma pessoa ainda não identificada morreu no local. Um fuzil foi apreendido.

Os tiros na região começaram por volta de 5h, e as ruas da comunidade ficaram desertas mesmo em horário de movimento de saída de trabalhadores.

Tiroteio no Morros dos Macacos

Outra comunidade do Rio com registro de confronto é o Morro dos Macacos em Vila Isabel, também na zona norte.

Segundo a PM, agentes da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) foram atacados por criminosos e reagiram. Dois suspeitos morreram.

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