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TV: envolvido em vacinação de empresários em BH disse que doses eram falsas

Mulher que aplicava as doses em empresários de BH foi instruída a trocar de celular e tirar dinheiro de casa - Divulgação/Polícia Federal
Mulher que aplicava as doses em empresários de BH foi instruída a trocar de celular e tirar dinheiro de casa Imagem: Divulgação/Polícia Federal

Colaboração para o UOL

15/06/2021 21h25

Em mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) durante a investigação da vacinação clandestina contra a covid-19 em Belo Horizonte, um dos envolvidos no esquema admite que as doses aplicadas eram falsas. Os documentos do inquérito, aos quais a Globo Minas teve acesso, mostram conversas levantadas em análise do celular do genro da mulher apontada como falsa enfermeira.

O homem, que dirigia o carro e transportava a equipe para os locais de vacinação, conversou com a namorada, que é filha de Cláudia Mônica Pinheiro, que estava apreensiva. Com o objetivo de tranquilizá-la, ele disse que "não é vacina" e completou: "polícia vai investigar e vai ver que não é da covid".

No dia destas mensagens, os envolvidos no esquema ainda não tinham sido identificados, mas o caso já havia sido noticiado. Por isso, Cláudia e a filha teriam ido até um escritório de advocacia para serem orientados a como agir.

Os advogados orientaram a mulher a trocar de celular e a tirar todo o dinheiro da conta no banco e de casa. Ainda segundo a reportagem da Globo Minas, a PF informou que os registros no telefone apreendido começam um dia após o encontro dela com os advogados, e que o aparelho usado para troca de mensagens com os empresários não foi encontrado.

Hoje, a falsa enfermeira foi ouvida mais uma vez pela Polícia Federal.

Relembre o caso

A Polícia Federal iniciou uma investigação sobre a imunização clandestina de empresários do setor de transportes na capital mineira após uma reportagem da revista Piauí sobre o caso, ocorrido no dia 23 de março. Um vídeo, ao qual o UOL teve acesso, mostra uma fila de carros no local, e uma mulher aplicando doses.

Os organizadores do esquema seriam os irmãos Rômulo e Robson Lessa, donos da empresa Saritur. Cláudia também teria vacinado outras pessoas em prédios de luxo de Belo Horizonte. Ela chegou a ser presa, mas teve as prisões em flagrante e preventiva revogadas pela Justiça.

As investigações da PF mostraram que, além da mulher, que era cuidadora de idosos e se passava por enfermeira, o esquema também teria a participação do filho dela, Igor Torres de Freitas, e do genro, que seria o motorista do grupo.

Durante a Operação Camarote, a polícia encontrou, na casa de Claudia, seringas, agulhas, luvas e cartões de vacinação, nos quais consta inscrição de que o imunizante seria da Pfizer - que negou a venda fora do âmbito do PNI (Programa Nacional de Imunização) brasileiro. Também foram encontradas ampolas de soro fisiológico que, conforme a PF, pode ser o que a mulher aplicava nas pessoas.

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