Élcio diz em delação que recebeu R$ 1.000 após dirigir carro para Lessa

Acusado de ter dirigido o carro para matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes em 2018, o ex-PM Élcio de Queiroz disse à Polícia Federal que recebeu R$ 1.000 após o crime.

O que aconteceu

O ex-PM afirmou à PF que teria recebido esse valor após o crime. Não fica claro se ele se refere a Ronnie Lessa ou o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel.

Mas, segundo seu relato, ele sugeriu que não era um pagamento por ter participado do crime.

Élcio fez um acordo de delação premiada com a PF e o Ministério Público do Rio em que confessou ter participado do assassinato da vereadora.

O MP disse que Lessa ajudava Élcio financeiramente.

Me deu mil reais; sempre ele me dava um dinheiro; Esse dinheiro ele me deu, mas falou que não tinha nada a ver com essa parada; ele falou que jurava. Ele me deu mil reais; mas deixou bem especifico que não foi relacionado.
Élcio de Queiroz, ex-PM, à PF

Hoje, a Polícia Federal divulgou novas informações do inquérito aberto sobre o caso. O órgão federal assumiu investigações no começo do ano.

O que se sabe até agora?

Élcio de Queiroz apontou que Ronnie Lessa, também ex-PM, foi o autor dos tiros que mataram a vereadora.

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As investigações ainda reforçaram a participação do ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, que foi preso novamente hoje. Ele chegou a ser detido em 2020, acusado de ter se desfeito do carro usado na execução, mas respondia a esse inquérito em liberdade.

Segundo a PF, ele participou de ações de "vigilância e acompanhamento" de Marielle antes do assassinato.

Ainda não se sabe quem mandou matar Marielle Franco. Não há informações divulgadas até o momento que apontem se Queiroz e Lessa agiram sozinhos ou a mando de alguém.

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