Conteúdo publicado há 3 meses

Greve de ônibus em São Paulo: Prefeitura à Justiça pede R$ 1 mi de multa

A Prefeitura de São Paulo acionou a Justiça contra o SindMotoristas (Sindicato de Motoristas e Cobradores) da capital paulista para tentar impedir a ameaça de greve amanhã (1º).

O que aconteceu

A prefeitura pede uma multa de R$ 1 milhão por dia, caso aconteça a paralisação. Ao UOL, motoristas afirmaram que a maioria dos funcionários deve aderir à paralisação.

A PGM (Procuradoria Geral do Município) e a SPTrans, que gerencia o sistema de ônibus de São Paulo, dizem ter sido surpreendidas com a notícia. A decisão pela greve acontece em meio a uma disputa interna pela diretoria do sindicato.

É evidente que a paralisação pretendida se faz totalmente ilegal e abusiva, não sendo o meio hábil para discordar de decisão judicial, a qual deve ser combatida com os meios de impugnação postos à disposição pela legislação pátria.
Procuradoria-Geral do Município em ação contra o SindMotoristas

O UOL perguntou para a gestão de Ricardo Nunes (MDB) se há algum plano para atender os passageiros em caso de greve, mas não teve resposta. Os motoristas ameaçam iniciar a paralisação à 0h desta sexta-feira (1º).

Se confirmada, essa será a segunda paralisação do transporte público em São Paulo nos últimos quatro dias. Na terça-feira, os metroviários e ferroviários cruzaram os braços contra o projeto de privatização do governo estadual.

Resultado da eleição do sindicato foi anulado

A Justiça atendeu o pedido de uma das chapas que disputou a eleição e pediu a suspensão do resultado. A decisão foi favorável e ficou determinada também uma multa de R$ 50 mil para Edivaldo Santiago da Silva, que encabeça a chapa 4.

Edivaldo venceu as eleições internas com 14 mil votos — de um total de 20 mil. O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) determinou a publicação de um novo edital para as eleições até 28 de dezembro e que urnas eletrônicas devem ser solicitadas ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

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Texto assinado pelo presidente Valdevan Noventa diz que o sindicato é contrário à paralisação. Noventa foi reconduzido ao cargo no início do mês, mas os demais diretores apoiam a chapa 4 — eles terão o mandato encerrado amanhã, quando Edivaldo assumiria.

Essas pessoas buscam coagir o Poder Judiciário para validarem de qualquer maneira uma eleição viciada e fraudulenta, obtendo vantagem manifestamente indevida e ilícita.
Trecho de nota do SindMotorista

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