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Inimigos lideram campanha para semear discórdia no Oriente Médio, diz Ahmadinejad

Renata Giraldi<br>Da Agência Brasil<br>Em Brasília

14/10/2010 07h27

Em viagem ao Líbano, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse hoje (14) que há uma campanha internacional para semear a discórdia no Oriente Médio. Segundo ele, essa campanha não tem chance alguma de obter vitória.

Para Ahmadinejad, os líderes políticos têm “obrigação” de reagir a essa suposta campanha de desestabilização. As informações são da agência oficial de notícias iraniana, a Irna.

“Os inimigos agarrram todas as oportunidades para semear a discórdia entre os Estados da região”, disse Ahmadinejad, que chegou ontem (13) a Beirute, capital libanesa. “Os líderes desses países [do Oriente Médio] têm obrigação de resistir e frustrar esses [supostos] planos [dos inimigos]”, disse. “Os inimigos não devem ter esperança de obter a vitória sobre o Irã.”

A visita de Ahmadinejad ao Líbano é cercada de críticas e tensões. Grupos radicais libaneses apoiam a política do presidente iraniano, mas os demais segmentos condenam a aproximação com Ahmadinejad. Em resposta aos que o apoiam, Ahmadinejad disse que aqueles que tentaram obter a vitória no Afeganistão agora tentam desestabilizar o Líbano.

“Mas a resistência do povo libanês tem frustrado os inimigos”, afirmou. “A nação iraniana sempre esteve com a nação libanesa. O Irã está pronto para correr e ajudar o Líbano quando for chamado”, acrescentou. “Acredito que os libaneses são capazes de gerir seus próprios assuntos sem a interferência de outros.”

Em 2006, Líbano e Israel se enfrentaram. Até hoje os libaneses tentam reconstruir o país que ainda tem os sinais do fim da guerra em todos os lugares. A capítal Beirute é repleta de prédios destruídos, ainda no período do conflito, e a população vive em permanente alerta.

Em 9 de junho, quando o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu e aprovou as sanções ao Irã, o Líbano se absteve da votação. O Brasil e a Turquia votaram contra as medidas e defenderam o diálogo em substituição às restrições. 

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