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Franco se reúne com grupo de brasiguaios na sede do governo do Paraguai

Guilherme Balza

Do UOL, em Assunção*

2012-06-26T10:22:01

26/06/2012 10h22

O novo presidente do Paraguai, Federico Franco, se reúne nesta terça-feira (26) com cerca de dez brasileiros, representantes dos chamados “brasiguaios” – grupos de produtores rurais e agricultores brasileiros que possuem terras no país vizinho – para debater a conjuntura atual em que se encontram. A reunião ocorre no palácio presidencial, em Assunção.

Os brasiguaios são responsáveis pela maior parte da produção agrícola do Paraguai e por praticamente todo o plantio de soja. As restrições a eles, ocorridas nos últimos anos, gerou disputa de forças e violência.

No fim de semana, eles pediram à presidente Dilma Rousseff que reconheça o novo governo de Franco. Mas, por enquanto, o Brasil apenas chamou o seu embaixador para consultas.

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O novo ministro das Relações Exteriores paraguaio, José Félix Fernández Estigarribia, afirmou que a questão dos cerca de 350 mil brasiguaios – número referente à comunidade de brasileiros e descendentes no Paraguai – está entre as prioridades do novo governo. Segundo o chanceler, o esforço do governo é para manter o melhor relacionamento o possível com o Brasil em busca de solução para o impasse envolvendo os brasiguaios.

O grupo relata que sofreu perseguição nos últimos anos e ficou impedido de trabalhar. A  maioria vive nas áreas de fronteira do Brasil com o Paraguai e se queixa da  falta de apoio das autoridades paraguaias.

Há entre os brasiguaios grandes, médios e pequenos produtores rurais. Mas todos reclamam das tensões no campo. Eles contam que são ameaçados por carperos (sem-terra paraguaios) e sofrem discriminação porque não são considerados paraguaios.

*Com informações da Agência Brasil

Veja as cinco acusações que levaram ao impeachment de Lugo

Mau uso de quartéis militaresA primeira acusação é o ato político ocorrido, com a autorização do Lugo, no Comando de Engenharia das Forças Armadas em 2009. Grupos políticos da esquerda se reuniram no local, usaram bandeiras e cantaram hinos ideológicos. Segundo o deputado José López Chávez, no ato, as Forças Armadas foram humilhadas, além de terem sido hasteadas outras bandeiras, num desrespeito a um símbolo nacional.
Confronto em CuruguatyNum dos piores incidentes sobre a disputa de terras no Paraguai, Lugo mandou 150 soldados do Exército para desocupar uma propriedade rural numa área de fronteira com o Brasil. No confronto com agricultores, ocorrido na última sexta-feira (15), ao menos 17 pessoas morreram. Das vítimas, sete eram policiais.
ÑacundayOutro ponto está relacionado às invasões de terras na região de Ñacunday, distrito localizado no departamento (equivalente a Estado) do Alto Paraná, a 95 quilômetros da fronteira do Brasil com o Paraguai. O deputado Jorge Avalos Marín acusa Lugo de gerar instabilidade entre os camponeses na área ao incentivar os próprios “carperos”, como são chamados os que acampa sob lonas pretas, as ditas “carpas”, encarregados da demarcação de terras.
InsegurançaOs parlamentares acusaram ainda o presidente Lugo de não ter sido eficaz na redução da insegurança que assola o país, embora o Congresso Nacional tivesse aprovado mais recursos financeiros. Além disso, eles criticam os gastos com a procura por foragidos do grupo criminoso EPP (Exército do Povo Paraguaio). Segundo o deputado, nunca na história o EPP (Ejercito del Pueblo Paraguayo), o braço armado do Partido de Izquierda Patria Libre, fez tantas vítimas entre integrantes da Polícia Nacional. Apesar disso, a conduta do presidente teria permanecido inalterada, o que teria dado mais poder ao grupo.
Protocolo de Ushuaia 2A assinatura do polêmico documento Protocolo de Usuaia 2 é visto como um atentado contra a soberania da República. Segundo a acusação dos parlamentares, o presidente não foi transparente sobre a assinatura desse documento já que até a presente data não havia encaminhado uma cópia do Congresso. A oposição a Lugo afirma que a assinatura do protocolo poderia resultar no corte do fornecimento de energia ao Paraguai, além de atentar contra a população e ter um claro perfil autoritário. Eles alegam ainda que Lugo tentou incluir medidas para fechar as fronteiras.

 

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