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Cuba liberta o norte-americano Alan Gross após cinco anos de prisão

O americano Alan Gross posa para foto no hospital da prisão militar de Havana, Cuba, em 2012 - James L. Berenthal/Associated Press
O americano Alan Gross posa para foto no hospital da prisão militar de Havana, Cuba, em 2012 Imagem: James L. Berenthal/Associated Press

Do UOL, em São Paulo

17/12/2014 12h15Atualizada em 17/12/2014 13h23

Cuba soltou o norte-americano Alan Gross após cinco anos de prisão, segundo comunicado oficial do governo dos EUA nesta quarta-feira (18), em que afirma que ele "já está voando de volta para seu país". 

Gross, 65, foi detido e preso em 3 de dezembro de 2009 e em 2011 condenado a 15 anos de prisão pelo que o governo cubano descreveu como "ações contra a integridade territorial do Estado".

O governo americano nega essa acusação e mantém que Gross simplesmente proporcionava acesso "sem censura" à internet para "uma pequena comunidade religiosa" judaica na ilha.

Ele sofre de diabetes e teve suas condições de saúde agravadas com a prisão.

Os presidentes Barack Obama, dos EUA, e Raúl Castro, de Cuba, devem fazer um pronunciamento ainda nesta tarde sobre uma mudança nas relações diplomáticas entre os dois países.

A situação de Gross era vista como o principal obstáculo para uma normalização das relações entre os dois países.

O lado cubano expressou em diversas oportunidades sua disposição a discutir o caso de Gross em um contexto que incluísse a situação de três agentes cubanos, de um grupo original de cinco, que cumprem pesadas penas de prisão nos Estados Unidos. Ele também foram libertados hoje, mas, segundo o "New York Times" apurou com fontes diplomáticas americanas, não foi uma "troca de prisioneiros".

Os três agentes de inteligência cubanos, presos desde 1998, são Gerardo Hernandez, 49, Antonio Guerrero, 56, e Ramon Labañino, 51. Dois outros foram libertados antes de cumprirem a sentença toda: Rene Gonzalez, 58, e Fernando Gonzalez, 51.

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