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Chanceler diz que execução causa sombra na relação entre Brasil e Indonésia

Marco Archer foi executado por fuzilamento na Indonésia - Beawiharta - 8.jun.04/Reuters
Marco Archer foi executado por fuzilamento na Indonésia Imagem: Beawiharta - 8.jun.04/Reuters

Agência Brasil

17/01/2015 19h22

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse nesta sábado (17), em entrevista coletiva, que a execução do brasileiro Marco Archer na Indonésia traz uma sombra na relação entre os dois países. O governo determinou que o embaixador em Jacarta, capital da Indonésia, venha ao Brasil para consultas.

“Chamar o embaixador para consulta expressa gravidade, um momento de tensão”, explicou o ministro. Outra atitude tomada pelo Itamaraty foi convocar o embaixador da Indonésia no Brasil e entregar nota formal de protesto para reiterar a inconformidade do governo.

O secretário-geral do Itamaraty, Sérgio Danese, entregou pessoalmente a nota ao embaixador, pouco depois da execução de Archer.

Segundo o ministro, foram esgotados todos os recursos para evitar a execução da pena. O argumento usado pelo governo é que não há pena de morte no Brasil. O chanceler ressaltou que em nenhum momento foi contestada a gravidade do ato cometido pelo brasileiro.

Mauro Vieira disse ainda que toda a assistência foi dada a Marco Archer e o mesmo está sendo feito com o outro brasileiro que está no corredor da morte na Indonésia, Rodrigo Gularte.

Archer trabalhava como instrutor de voo livre e foi preso em agosto de 2003, quando tentou entrar na Indonésia, pelo aeroporto de Jacarta, com 13,4 quilos de cocaína escondidos em uma asa-delta desmontada em sete bagagens.

Ele conseguiu fugir do aeroporto, mas foi localizado após duas semanas, na Ilha de Sumbawa. Archer confessou o crime e disse que recebeu US$ 10 mil para transportar a cocaína de Lima, no Peru, até Jacarta. No ano seguinte, foi condenado à morte.

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